No Mundo
Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

EUA autorizam saída de pessoal da embaixada em Israel por risco à segurança

Os Estados Unidos autorizaram hoje a saída de funcionários não essenciais do governo americano de Israel por “riscos à segurança”.
Instrução vale para funcionários sem funções de emergência e de familiares de funcionários. “A Embaixada dos EUA poderá restringir ou proibir ainda mais a entrada de funcionários do governo americano e seus familiares em determinadas áreas de Israel, na Cidade Velha de Jerusalém e na Cisjordânia”, diz a embaixada em seu site.
Governo de Donald Trump também aconselhou as pessoas a deixarem o país enquanto ainda houver voos disponíveis. “O Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários não essenciais do governo americano e familiares de funcionários do governo americano (…) devido a riscos à segurança.”
“As pessoas devem considerar deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis”, disse a Embaixada dos EUA em Israel, em comunicado.
Os EUA, no entanto, não deram detalhes sobre os supostos riscos de segurança que levaram à decisão. A imprensa norte-americana, por outro lado, entende que a medida está relacionada a crescentes preocupações com o risco de um conflito militar com o Irã.
Na segunda-feira, Trump já havia ordenado a retirada de parte de sua gestão da embaixada em Beirute. “Avaliamos continuamente o ambiente de segurança e, com base em nossa análise mais recente, determinamos que é prudente reduzir nossa presença ao pessoal essencial”, disse um alto funcionário do Departamento de Estado, falando sob condição de anonimato à Reuters.
EUA VÃO AVALIAR DECISÃO SOBRE ATAQUE AO IRÃ EM ATÉ 2 DIAS
Trump disse que o mundo deve saber em breve se os EUA tomarão medidas militares contra o Irã. As afirmações foram feitas no dia 19 de fevereiro durante a reunião inaugural do Conselho da Paz em Washington, D.C. O prazo de 10 dias será esgotado neste domingo.
O republicano faz repetitivas pressões sobre o país iraniano para chegar a um consenso. “Talvez tenhamos que dar um passo adiante, ou talvez não. Talvez cheguemos a um acordo. Se não acontecer [um acordo], não aconteceu. Coisas ruins acontecerão se não acontecer”, ameaçou.
Os norte-americanos mandaram vários equipamentos para o Oriente Médio. O USS Gerald Ford -tido como o porta-aviões mais avançado-, por exemplo, chegou à região no fim de semana. Outros recursos, como aviões-tanque de reabastecimento e caças, já haviam sido enviados.
Mas os EUA também têm buscado expandir o escopo das negociações. O objetivo de Trump é levar para a mesa de discussões questões não nucleares, como o arsenal de mísseis iraniano. O Irã afirma estar disposto apenas a discutir restrições para o seu programa nuclear. Em troca, o alívio às sanções.
Ontem, os dois países encerraram a terceira rodada de diálogos. “Terminamos o dia com progressos significativos na negociação entre Estados Unidos e Irã”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Omã, Al Busaidi, na rede X, acrescentando que “as discussões em nível técnico vão ocorrer na próxima semana em Viena”.
O principal diplomata iraniano afirma que as partes estiveram “perto” de chegar a um entendimento em algumas áreas. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou, em declarações à imprensa em Genebra, que “estas foram as negociações mais sérias e mais longas”.
O mediador de Omã afirmou ter esperança de que o Irã e os Estados Unidos avancem nas negociações sobre a disputa nuclear. Segundo ele, os dois países trocaram “ideias positivas e criativas”, apesar das preocupações americanas com o programa de mísseis balísticos de Teerã. O Irã havia declarado na quinta-feira que demonstraria flexibilidade nas negociações indiretas, que estão sendo realizadas em Genebra em meio a um enorme aumento da presença militar dos EUA no Oriente Médio.

Fonte: FolhaPress