Agronegócio
Quinta-feira, 20 de junho de 2024

Exportação de carne bovina do Brasil bate recorde em maio

A exportação de carne bovina do Brasil somou 212 mil toneladas em maio, alta de 25,85% na comparação com o mesmo mês do ano passado, configurando um novo recorde mensal na série histórica, com o país vivendo um momento de maior oferta e preços competitivos, de acordo com dados preliminares da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), divulgados nesta quinta-feira.

O volume exportado pelo Brasil, maior exportador global de carne bovina, considera o produto fresco, refrigerado ou congelado. O total de maio supera as 208,0 mil toneladas registradas em abril e o registro anterior, de dezembro de 2023, de 208,4 mil toneladas, conforme dados da Secex.

Os embarques do Brasil, que têm exportadores como as gigantes do setor de proteína animal JBS, Marfrig e Minerva, são mais competitivos frente a outros países concorrentes, como os Estados Unidos, que atualmente vivem um ciclo de baixa oferta de animais.

O valor exportado no mês passado, 954,9 milhões de dólares, representa uma alta de 11,3% na comparação com maio de 2023, apesar de uma queda no preço médio do produto exportado de 11,6%, que foi mais do que compensada pela alta nos volumes.

As grandes transações acontecem após o Brasil ter registrado um registro de abates de bovinos pelos frigoríficos no primeiro trimestre, conforme números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgados nesta quinta-feira, uma vez que a pecuária do país vive um ciclo de maior oferta de animais.

O abate de bovinos no Brasil avançou 24,6% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, informou o IBGE.

Com os preços da arroba bovina encerrando o primeiro trimestre cerca de 20% abaixo do mesmo período do ano passado, os produtores aumentaram o abate de fêmeas.

“Com isso, temos preços despencando pelo excesso de oferta chegando ao mercado. Com preços em baixa, exportamos volumes recordes porque estamos abrindo mercados e somos baratos (boi gordo de 40 dólares/arroba), o mais barato do mundo entre os grandes exportadores” , afirmou à Reuters a diretora-executiva da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel.

Ela observou ainda que os dados do IBGE vieram em linha com as expectativas.

Diante dos preços baixos da arroba, os produtores estão diminuindo as vagas para gerar caixa e pagar as contas, frisou um especialista.

Ela acrescentou que este ciclo de oferta mais alta de animais, que tem beneficiado o Brasil, deve durar até o começo do próximo ano.

Fonte: Estadão Conteúdo