Política
Sábado, 28 de fevereiro de 2026

“Eu jamais vou me render ao radicalismo”, diz Rodrigo Pacheco

Senador destacou que “precisamos preservar a democracia” ao comentar o cenário eleitoral de Minas Gerais em 2026 em entrevista à Itatiaia

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Congresso Nacional, afirmou nesta segunda-feira (14), em entrevista à Itatiaia, que “jamais” irá se render “ao radicalismo”, ao ser questionado sobre o cenário eleitoral mineiro em 2026.

Pacheco comentou que pretende manter o diálogo com diversos partidos, desde que dentro de parâmetros democráticos, e reforçou sua crítica ao chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos ao Brasil. Além disso, citou os vetos ao programa ProPAG [renegociação de dívidas de estados e municípios] e defendeu um projeto protagonizado pelo PSD (Partido Social Democrático) em Minas Gerais no próximo pleito.

“Eu jamais vou me render ao radicalismo. Eu vou conversar com todo mundo, conversar com todos os partidos políticos, mas com quem seja democrático, quem não negue ciência, quem não nega a vacina, quem não nega que houve uma ditadura, quem não nega que nós precisamos preservar a democracia”, declarou.

“Quem não nega que a institucionalidade, o respeito aos demais poderes e às instituições é uma tônica interessante para o progresso do país”, completou.

Taxação dos Estados Unidos

Pacheco também falou sobre o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar em 50% as importações do Brasil.

Para o senador, a justificativa apresentada pela gestão norte-americana é inaceitável, especialmente diante das insinuações de que a medida estaria ligada à condução de processos judiciais no Brasil.

“Há uma premissa, que foi uma premissa equivocada, usada para essa taxação dos 50%. E o uso dessa questão de negociação sobre um processo judicial do ex-presidente [Bolsonaro] no Supremo é algo que, definitivamente, não se pode aceitar”, disse.

“No Brasil, há uma separação entre os Poderes, não há o que o governo federal e o presidente Lula possam fazer num processo judicial que envolve o Ministério Público, a Procuradoria-Geral da República, a Corte Suprema do país, de modo que, na minha opinião, é muito infeliz essa associação, que soa, inclusive, como chantagem”, acrescentou.

PSD

Ao falar sobre articulações políticas, Pacheco destacou sua afinidade com o PSD e o apoio recebido durante sua gestão à frente do Congresso.

“Eu gosto do PSD, fui muito bem recebido pelo presidente Gilberto Kassab, pelos quadros do partido, especialmente no Senado, que me deram muita sustentação no período em que fui presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional”, citou.

“Acho que o PSD não pode deixar de ter um projeto em que ele possa encabeçar, que tenha protagonismo, que possa permitir uma reconstrução do estado de Minas Gerais, para se entregar a um projeto que, eventualmente, não é adequado e já se mostrou ineficaz”, finalizou.

Fonte: CNN