Economia
Sexta-feira, 27 de março de 2026

Petróleo volta a subir com novos ataques entre Israel e Irã; Bolsas caem no mundo e sobem na China

O preço do petróleo está subindo pelo segundo dia consecutivo e chegou a alcançar US$ 104,66, alta de 2,72%, nesta sexta-feira (27), em mais um dia de bombardeios de Israel e Irã.
O barril Brent, referência mundial, atingiu seu maior valor na sessão às 8h (horário de Brasília). Uma hora depois, ele estava cotado a US$ 104,08, elevação de 2,15% em relação ao preço de fechamento de quinta-feira (26).
Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, saltava 2,35%, negociado a US$ 96,72. A maioria das principais Bolsas do mundo estão em queda nesta sexta e o ouro está subindo nesta sexta.
Os investidores continuam preocupados com o confronto no Oriente Médio, mesmo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, adiar em 10 dias seu ultimato de ataques contra as instalações de energia do Irã ao destacar um avanço nas negociações para tentar acabar com a guerra.
Ele alegou que atendeu um “pedido do governo iraniano” e adiou o ultimato “até segunda-feira, 6 de abril de 2026, às 20h” (horário de Washington, 21h de Brasília). O Irã negou que mantenha conversações com os EUA sobre o fim do confronto, apesar de a agência de notícias iraniana Tasnim ter informado que o regime respondeu a um pacote de 15 medidas enviadas pelos norte-americanos.
Nesta sexta, os ataques entre israelenses e iranianos permaneceram. O Exército de Israel informou ter realizado ataques contra “a infraestrutura” do regime iraniano em Teerã.
Já a Guarda Revolucionária do Irã, braço militar do regime, afirmou que atacou com mísseis e drones alvos em Israel e instalações militares usadas pelas forças dos EUA em Israel, Emirados Árabes, Qatar, Kuwait e Bahrein, em comunicado divulgado pelas agências de notícias Irna e Fars.
O porta-voz das Forças Armadas iranianas afirmou na noite de quinta-feira que os hotéis do Oriente Médio que hospedam militares americanos passarão a ser considerados alvos na guerra.
Com a continuidade do conflito, o jornal The Wall Street Journal informou que o governo norte-americano estuda enviar mais 10 mil soldados ao Oriente Médio.
A continuidade da guerra, que completa um mês neste sábado (28), será debatida pelos países do G7 em uma reunião entre ministros das Relações Exteriores nesta sexta, na França.
A expectativa é que Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, seja pressionado por seus pares para explicar a estratégia, enquanto ele deve insistir para que os países ajudem com a criação de uma escolta a navios para reabrir o estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e GNL (gás natural liquefeito).
BOLSAS PELO MUNDO CAEM
A manutenção do confronto no Oriente Médio fez com que os investidores voltassem a evitar ativos de risco e as principais Bolsas da Europa estão em queda nesta sexta, mas as da Ásia subiram.
O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, registrava perda de 1,21%, às 9h20, mesma situação vista em Frankfurt (-1,37%), Londres (-0,49%), Paris (-0,85%), Madri (-1,17%) e Milão (-1,09%).
Na Ásia, as Bolsas de Tóquio (-0,43%), Seul (-0,4%) e Taiwan (-0,68%) fecharam em queda, mas a exceção foi a China, que teve valorização em três índices. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,56%, e o índice SSEC, em Xangai, valorizou 0,63%. A Bolsa de Hong Kong subiu 0,38%.

Fonte: FolhaPress