Economia
Quinta-feira, 5 de março de 2026

Taxa de desemprego sobe para 5,4% em janeiro, mas renda média atinge recorde

Rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série, com aumento de 5,4% em 1 ano

A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, ante o patamar de 5,1% registrado no trimestre encerrado em dezembro, informou nesta quinta-feira, 5, o IBGE.

O resultado veio dentro do esperado pelo mercado e repetiu a mesma taxa registrada de agosto a outubro de 2025 (5,4%), o menor da série considerada comparável pelo IBGE, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025 (6,5%), houve queda de 1,1 ponto percentual.

A população ocupada somou 102,7 milhões, ficando estável no trimestre, mas marcando uma alta de 1,7% (mais 1,7 milhões de pessoas) no ano. O número de desempregos somou 5,9 milhões, o que representa uma estabilidade na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2025. No confronto com igual trimestre do ano anterior (7,1 milhões), houve queda de 17,1% (menos 1,2 milhão de pessoas). Veja aqui o detalhamento.

Evolução da taxa de desemprego no país
Evolução da taxa de desemprego no país (Crédito:Divulgação/IBGE)

Renda do trabalhador atinge recorde

Os dados são da PNAD Contínua Mensal mostram também que o rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$ 3.652, o mais alto da série, com aumento de 2,8% no trimestre e de 5,4% no ano. A massa de rendimento do trabalho alcançou o valor recorde de R$ 370,3 bilhões, com crescimento de 2,9% no trimestre (mais R$ 10,5 bilhões) e 7,3% (mais R$ 25,1 bilhões) no ano.

A taxa de informalidade (proporção de trabalhadores informais na população ocupada) ficou em em 37,5%, a mais baixa da série histórica, equivalente a 38,5 milhões de trabalhadores.

De acordo com a coordenadora de pesquisa domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, os resultados apontam fundamentalmente para a estabilidade dos indicadores de ocupação. “Embora a entrada do mês de janeiro tenda a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”, afirmou.

Fonte: IstoéDinheiro