
Líder da oposição venezuelana venceu o Prêmio Nobel da Paz em 2025 almejado pelo presidente americano
A líder da oposição da Venezuela e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, se encontrará pessoalmente pela primeira vez com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (15), às 14h30, no horário de Brasília, após uma operação americana depor seu antigo adversário, o ditador Nicolás Maduro.
Machado recebeu o Prêmio Nobel da Paz em outubro por sua luta contra o que o Comitê Nobel Norueguês chamou de ditadura. O dia em que recebeu o prêmio foi a última vez que ela falou com Trump, conforme relatou ao programa “Hannity” da emissora Fox News no início deste mês.
A líder, amplamente considerada a opositora mais confiável de Maduro, deixou a Venezuela, onde estava escondida, para viajar à Noruega e receber o prêmio. Ela disse a Hannity que ainda não havia retornado ao seu país, mas que planejava voltar assim que possível.
Nos últimos dois anos, ela, uma engenheira industrial de 58 anos, ajudou a revitalizar uma população politicamente desengajada na Venezuela, após mais de uma década de colapso econômico e social.
Ela entrou na clandestinidade após as eleições de 2024, quando as autoridades eleitorais aliadas a Maduro declararam a reeleição dele em uma votação amplamente considerada fraudulenta.
O governo nunca divulgou os resultados oficiais, mas o que foi coletado pela oposição, verificado por um observador eleitoral independente, mostrou que o candidato apoiado por Machado havia vencido com folga.
Maduro está agora preso na cidade de Nova York, enfrentando acusações de tráfico de drogas — que ele nega — depois de ter sido capturado pelos Estados Unidos em uma ousada operação em 3 de janeiro.
Sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, está governando a Venezuela sob supervisão dos EUA.
Apoio americano à María Corina
A visita à Casa Branca ocorre em meio à decisão do presidente americano de não endossá-la após a captura do líder de Maduro, e que levou à posse de Rodríguez.
Pouco depois da operação de 3 de janeiro, Trump disse que seria difícil para Machado liderar a Venezuela, afirmando que ela não tem o apoio ou o respeito do povo.
No entanto, Machado tem algo que Trump há muito deseja — um Prêmio Nobel. Ela sugeriu que ofereceria seu prêmio ao presidente dos EUA, e ele disse que seria uma “honra” recebê-lo, embora o Instituto Nobel norueguês tenha afirmado que o prêmio não pode ser transferido.
Quando questionado na sexta-feira (9) se receber o prêmio de Machado faria com que ele reconsiderasse sua visão sobre o papel dela na Venezuela, Trump não respondeu diretamente.
Fonte: CNN
