Tecnologia
Segunda-feira, 22 de abril de 2024

Hackers usam filtro do TikTok como isca para roubar dinheiro; entenda

Um novo golpe disseminado no TikTok é capaz de instalar um vírus poderoso nos dispositivos de vítimas, roubando senhas e dinheiro. Os hackers usam uma nova trend na plataforma para aplicar a fraude, prometendo remover um filtro famoso.

Atualmente, circula no TikTok uma trend na qual os ususários utilizam um filtro que deixa o corpo “invisível”, mantendo apenas um borrão nos lugares onde detecta pele. Para deixa a maior parte do corpo “invisível”, os usuários estão gravando os vídeos nus ou seminus, transformando tudo em um borrão.

É justamente disso que os cibercriminosos se aproveitaram. Dois perfis no TikTok começaram a publicar vídeos prometendo que um software é capaz de remover o filtro, ou seja, mostrar as pessoas nuas por trás das gravações. O software, porém, é uma mentira usada apenas para enganar os usuários, e o filtro não é capaz de ser removido. Os vídeos do golpe já foram vistos mais de um milhão de vezes.

A descoberta do golpe foi feita pela empresa de cibersegurança Checkmarx. De acordo com ela, os golpistas oferecem o suposto software em um canal no Discord. Ao acessar o canal, os usuários têm acesso a diversos vídeos pornográficos, que os hackers usam para fingir que são vídeos dos quais o filtro do TikTok foi removido, dando mais credibilidade à fraude.

Para baixar o software e supostamente remover o filtro dos vídeos que quiser, o usuário é direcionado a uma página do GitHub e a um tutorial no YouTube. Ao concluir a instalação, porém, ele tem em seu dispositivo um malware bastante perigoso.

De acordo com a equipe da Checkmarx, a família deste malware é capaz de roubar contas do Discord, senhas, carteiras de criptomoedas, cartões de crédito e outros arquivos no dispositivo da vítima.

Para se proteger, é muito importante que os usuários não baixem softwares de fontes desconhecidas e nem cliquem em links recebidos pelo TikTok ou por outras plataformas com promessas irreais.

Fonte: IstoéDinheiro