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Segunda-feira, 22 de abril de 2024

Analistas apontam que Sérvia pode oferecer riscos ao Brasil na fase de grupos da Copa

Especialistas ouvidos pela CNN apontam que a Sérvia será o maior desafio da Seleção Brasileira no grupo G da Copa do Mundo do Catar. As equipes se enfrentam nesta quinta-feira (24), às 16h (horário de Brasília), no estádio de Lusail. Também fazem parte do grupo Suíça e Camarões.

Os sérvios e os suíços também fizeram parte do grupo do Brasil na Copa do Mundo da Rússia, em 2018. Para Breiller Pires, comentarista da ESPN Brasil, naquela ocasião, o empate em 1 a 1 com os suíços foi o jogo mais complicado da fase inicial do torneio.

Para ele, no entanto, a Sérvia foi o time que mais se fortaleceu em relação ao último mundial.

“A Sérvia tem dois jogadores excelentes no ataque: o Vlahovic, da Juventus, que é jovem está numa fase muito boa, e o Mitrović do Fulham, que é um centroavante clássico, que incomoda bastante a defesa. E, além disso, desses dois jogadores no ataque, é um time que vem sendo trabalhado há muito tempo”, explica Breiller.

“Eu lembro que cobri o mundial sub-20, em 2015, e a seleção da Sérvia foi campeã ganhando do Brasil na final e boa parte dessa geração vai estar na Copa. Um deles o Milinković-Savić [da Lazio], que é um meio-campo, um cara muito bom, com visão de jogo, amadureceu também, mas ainda jovem. Chega no auge na Copa. Então tem muitos bons jogadores e é um time mais ofensivo, um time que tenta atacar”, continua o comentarista.

O entendimento também é compartilhado por Gabriel Correa, editor e analista tático do Footure. “A Sérvia hoje é de fato a seleção mais forte dentre as adversárias da Seleção Brasileira. Tem uma dupla de ataque muito forte e interessante. Com o Mitrović e o Vlahovic dois jogadores de área, mais centroavantes, que imagino que possam vir a causar um pouco mais de problema”, justifica.

Aleksandar Mitrović, de 28 anos, na atual temporada, marcou nove gols na Premier League, em doze jogos. Três foram de pênalti.

Já Dušan Vlahović, de 22 anos, converteu oito vezes, seis no Campeonato Italiano e duas na Liga dos Campeões, em dez jogos. Ainda deu uma assistência. Chama a atenção dois gols oriundos de cobranças de falta, contra a Roma e o Spezia.

Os dois são altos, com 1,89 metro e 1,90 metro, receptivamente, marcando duas vezes de cabeça na temporada, cada.

Correa destaca ainda o meio-campo Filip Kostić, atualmente na Juventus, campeão da Liga Europa na temporada passada com a equipe do Eintracht Frankfurt, que “acaba sendo uma peça muito importante para cima do lado direito de defesa da Seleção Brasileira.”

E ainda Dušan Tadić, que “joga como um falso 9 no Ajax, mas na seleção séria joga como um camisa 10, mais um armador da equipe.”

Camarões e Suíça

A Suíça chega mais enfraquecida para este mundial, segundo Breiller. E Camarões, apesar terceiro colocado na Copa Africana das Nações na última edição em 2021, vencida por Senegal, não mostra potencial de superar seleções europeias, diz o comentarista.

“Camarões já teve gerações melhores”, cita Breiller. A era de Samuel Eto’o é um exemplo.

Gabriel Correa afirma que os suíços possuem uma boa defesa, “mas no máximo o Brasil tem mais dificuldade para fazer o gol”, com o Brasil tendo plena capacidade de ganhar sem sofrer riscos.

Já Camarões, “ainda dentro desse próprio grupo está um nível abaixo. Vem com desempenhos abaixo da média também. Então não vejo as duas seleções oferecendo tanto risco.”

Fonte: CNN