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Bolsa marca segunda alta seguida puxada por papéis de bancos

A Bolsa de Valores manteve a toada positiva da véspera e voltou a fechar em alta nesta quinta-feira (12). O índice Ibovespa encerrou a sessão com valorização de 1,24%, aos 105.687 pontos. Desde o final de abril que o índice de ações não marcava duas sessões seguidas de ganhos.
O mercado local destoou dos pares globais, que rondaram a estabilidade, e subiu impulsionado pelo desempenho de ações do setor financeiro.
No câmbio, o dólar operou em queda durante a maior parte do dia frente ao real, mas o movimento perdeu força durante a tarde, com a moeda cotada a R$ 5,1410 no encerramento dos negócios, leve queda de 0,07% ante o fechamento anterior.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários oscilaram sem uma clara tendência definida -o S&P 500 recuou 0,13% e o Dow Jones cedeu 0,33%, enquanto o Nasdaq, com maior concentração de ações de tecnologia, avançou 0,06%.
BANCOS PUXAM BOLSA LOCAL
No mercado local, o Ibovespa foi impulsionado nesta quinta pelas ações dos grandes bancos. Os papéis do BB (Banco do Brasil) fecharam em alta de 2,54%, após o banco ter reportado na véspera lucro líquido recorde de R$ 6,6 bilhões no primeiro trimestre de 2022, alta de 35% em bases anuais.
O resultado superou as expectativas dos analistas de mercado, com um crescimento do lucro acima dos pares privados e um menor índice de inadimplência.
Já as ações do Itaú subiram 1,58%, enquanto as do Bradesco avançaram 0,64%, e as do BTG Pactual, 4,55%. Destoando dos pares, os papéis do Santander recuaram 0,4%.
Os quatro grandes bancos reportaram em conjunto no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 24,8 bilhões, o que equivale a um crescimento de 13,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre as exportadoras de commodities, os papéis ordinários da Petrobras terminaram a sessão em alta de 0,37%, e os preferenciais subiram 0,77%, em uma sessão em que o preço do petróleo nos mercados internacionais marcava valorização ao redor de 0,5%.
No caso da Vale, as ações recuaram 1%, acompanhando a queda do minério de ferro ao redor de 3,7% no mercado internacional.​
INFLAÇÃO SEGUE NO RADAR NOS EUA
Nos Estados Unidos, a inflação e o risco de um aperto monetário mais agressivo pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) seguem no radar dos investidores.
Dados de inflação divulgados na véspera nos Estados Unidos, embora tenham registrado forte desaceleração em abril, na comparação com março, ainda seguem em níveis elevados, mantendo bastante vivo o temor dos investidores a respeito de um aumento mais agressivo dos juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano).
O índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos subiu 0,3% no mês passado, taxa mais baixa desde agosto passado. Nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor aumentaram 8,3%.
“Em 12 meses, a inflação continua desacelerando, sinal de que o pico pode ter passado, mas, ainda assim, este resultado reforça que os americanos ainda irão viver uma inflação global a nível elevado por um período prolongado”, apontam os analistas da Guide Investimentos.
Nesta quinta, dados indicaram um aumento nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, embora analistas avaliem que o mercado de trabalho segue bastante aquecido no país.

Fonte: FolhaPress/Lucas Bombana

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