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Sábado, 18 de maio de 2024

Bolsonaro desiste de Renda Brasil e auxílio emergencial, mas quer aumentar Bolsa Família

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que não haverá prorrogação do auxilio emergencial e nem a criação de um novo programa de distribuição de renda e afirmou que a ideia é “aumentar um pouquinho” o Bolsa Família.

O presidente aproveitou para dizer que o auxílio pago a vulneráveis por causa da crise provocada pela Covid-19 tem caráter emergencial e argumentou que o país possui uma capacidade de endividamento e não pode se “desequilibrar”.

“Quem falar em Renda Brasil, eu vou dar cartão vermelho, não tem mais conversa”, disse Bolsonaro em entrevista ao apresentador José Luiz Datena, da TV Band, em referência ao programa que o governo tinha a intenção de criar para substituir o Bolsa Família.

“Auxílio é emergencial, o próprio nome diz: é emergencial, Não podemos ficar sinalizando em prorrogar e prorrogar e prorrogar”, disse o presidente, acrescentando que “acaba agora em dezembro”.

Ao deixar claro que o foco estará no Bolsa Família, Bolsonaro afirmou que tem falado para a equipe econômica: “Vamos tentar aumentar um pouquinho isso aí.”

O presidente argumentou, ainda, que o país tem que manter as contas em ordem para evitar aumento da inflação, “o imposto mais danoso que existe para todo mundo”.

Avaliação de Bolsonaro se mantém estável em dezembro, mostra pesquisa XP/Ipespe

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro manteve o mesmo patamar de aprovação apurado há um mês, mostrou pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta terça-feira, mesmo diante do agravamento da pandemia de Covid-19 no Brasil.

De acordo com a sondagem, a avaliação do governo como “ótimo” ou “bom” oscilou de 37% em novembro para 38% em dezembro. Já os que consideram a gestão “péssima” ou “ruim” variou de 34% no último mês para 35% agora. Aqueles que avaliam o governo como “regular” passaram de 28% para 25%.

A pesquisa apontou, ainda, que 40% dos entrevistados dizem ter “muito medo” da Covid-19. Em novembro eram 37%, e 28% em outubro. Aqueles que responderam não ter medo passaram de 24% em novembro para 22% em dezembro.

Outro movimento captado diz respeito à expectativa em relação à pandemia. Para 48% “o pior ainda está por vir”, maior patamar registrado desde julho, segundo a XP/Ipespe. Para 43%, “o pior já passou”.

O percentual dos que acreditam que o país irá enfrentar uma segunda onda do coronavírus se manteve em 77%.

Sobre a perspectiva para a imunização, 40% acreditam que a vacina estará disponível para a população até março de 2021. Outros 49% responderam que ela será disponibilizada depois de março de 2021.

A pesquisa entrevistou 1.000 pessoas no território nacional entre 7 e 9 de dezembro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.

Fonte: REUTERS