Política
Quinta-feira, 20 de junho de 2024

Ministério Público de SP diz que estado não está preparado para volta às aulas em outubro

TAYGUARA RIBEIRO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Ministério Público de São Paulo avalia que uma eventual volta às aulas presenciais no mês de outubro dificilmente terá condições de ocorrer.
“Em outubro a gente está avaliando que é muito difícil, muito pouco provável que as secretarias deem conta de equipar as escolas em tempo hábil para dar conta de todos os protocolos sanitários necessários”, afirma Daniel Serra Azul Guimarães, promotor de Justiça na área da Educação.
“Nós não temos posição do ponto de vista binário, deve ou não deve voltar. O que a gente está fazendo é acompanhar os protocolos sanitários e discutido com os cientistas se será possível cumprir esses protocolos com as estruturas que as escolas têm hoje”, diz.
Ele diz que o MP está se articulando para cobrar das secretarias para que “se providencie tudo que é necessário para voltar com segurança o mais rápido possível, porque do outro lado tem o prejuízo pedagógico”.
Segundo Guimarães, de todos os lados ouvidos pelo MP a percepção é de que não existe condições para voltar agora e as escolas não tem as estruturas necessárias para cumprir os protocolos.
Questionado sobre quais são os problemas existentes nas escolas, de forma mais específica, o promotor disse que “essa seria uma discussão bastante longa. É exatamente o momento em que estamos, discutindo isso com os especialistas da saúde e da educação”.
Ele enfatiza que o MP não defende a posição de volta somente com a vacina, mas sim com estrutura para receber os alunos.
O MP realizou consultas públicas sobre a volta às aulas presenciais. Na última, nesta quarta-feira (2), o órgão dialogou com as populações da zona norte, oeste e sul da capital paulista.
“Nós temos discutido internamente as questões da volta às aulas e também com a comunidade científica, tanto da área da saúde, como da área da educação e agora começamos a fazer uma escuta social”, analisa.
“A ideia é ouvir a sociedade civil, ouvir as comunidades atendidas pelas escolas”, diz.