Internacional
Segunda-feira, 22 de abril de 2024

Trump planeja enfraquecer força-tarefa contra coronavírus, diz New York Times

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Casa Branca planeja enfraquecer gradualmente nas próximas semanas a força-tarefa do governo americano contra o novo coronavírus, afirmou o New York Times nesta terça-feira (5).
Atualmente, o grupo é chefiado pelo vice-presidente americano, Mike Pence, e conta com especialistas em saúde e logística.
De acordo com o jornal, funcionários de alto escalão envolvidos na força-tarefa foram avisados por uma das conselheiras de Pence, Olivia Troye, de que a equipe poderá ser gradualmente dissolvida.
Segundo autoridades ouvidas pelo jornal, o encerramento da equipe talvez nunca seja oficialmente anunciado, já que a decisão poderia insuflar críticas sobre a eficácia das políticas dos EUA contra o coronavírus.
Não está claro se o grupo será ou não substituído por outro.
Porém, ainda segundo o New York Times, um grupo liderado por Jared Kushner, genro do presidente dos EUA, Donald Trump, têm funcionado como uma força-tarefa paralela à oficial, e é provável que esse grupo continue trabalhando.
O jornal diz que, entre outras questões, Kushner têm discutido um novo papel para que alguém supervisione o desenvolvimento de tratamentos terapêuticos.
Embora as recomendações da força-tarefa oficial tenham sido deixadas de lado pelo presidente Donald Trump em diversas ocasiões, o grupo serviu como o mais próximo do que a Casa Branca teve de uma resposta centralizada à pandemia.
Nas última semanas, Trump parou de vincular as entrevistas coletivas diárias sobre o coronavírus às reuniões da força-tarefa. Também deixou de contar com membros da força-tarefa ao seu redor em aparições públicas.
Embora a taxa de novas infecções e mortes tenha caído em Nova York, ela continuou a crescer em grande parte do resto do país. Diversas projeções sugerem que as mortes permanecerão em níveis elevados nos próximos meses ou poderão aumentar com o relaxamento da quarentena nos estados americanos.
Um documento que circulava dentro do governo levantou a possibilidade de o país atingir cerca de 3.000 mortes diárias em 1º de junho –quase o dobro do nível atual.