
Euro despenca sob pressão fiscal da França e repercussão das eleições brasileiras, impactando o mercado financeiro global e local.
O euro à vista despenca ante o real nesta segunda-feira (5), pressionado por preocupações com o controle do déficit orçamentário da França e pela forte venda de títulos na semana passada, que reacendeu temores sobre uma nova crise da dívida soberana na zona do euro. No Brasil, investidores também repercutem o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais, que terminou com o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Resumo
- O euro despenca 5,41% ante o real nesta segunda-feira, com a cotação a R$ 5,555 na venda.
- A França enfrenta pressão fiscal e incerteza política, reavivando temores de crise da dívida na zona do euro.
- O cenário econômico brasileiro é influenciado pelos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.
Às 10h35, o dólar à vista desabava 5,41%, a R$ 5,555 na venda. O euro comercial foi cotado a R$ 5,554 na compra e R$ 5,555 na venda.
O que impulsiona a queda do euro?
Os títulos da dívida pública francesa vêm sofrendo pressão diante das expectativas de juros mais altos e da crescente incerteza política antes das eleições de 2027. O cenário aumentou as dúvidas sobre a capacidade da segunda maior economia da zona do euro de colocar suas contas públicas em uma trajetória mais sustentável.
O diferencial entre os rendimentos dos títulos franceses e dos Bunds alemães, considerados ativos de refúgio, chegou a cerca de 150 pontos-base na sexta-feira. O indicador, usado pelo mercado para medir o prêmio de risco exigido pelos investidores para manter dívida francesa, atingiu o maior nível desde a crise da dívida soberana da zona do euro em 2011, antes de recuar para 140 pontos-base. Na última cotação, o diferencial subia 5 pontos-base, a 145,50 pontos-base.
Cenário político brasileiro
No Brasil, Flávio Bolsonaro (PL) liderou o resultado do primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) somou 45,16%, uma vantagem de cerca de 2,2 milhões de votos para o senador.
Fonte: IstoéDinheiro
