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Segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Deutsche Bank prepara custódia de bitcoin e ether e mira tokenização

Banco pretende começar pela Alemanha e expandir a plataforma para centros financeiros asiáticos em 2027.

O Deutsche Bank prepara o lançamento de seu primeiro serviço de custódia de criptomoedas, com foco inicial em bitcoin e ether. A operação começará no mercado alemão, com expansão prevista para centros financeiros da Ásia em 2027, de acordo com informações da Reuters.

Maior banco da Alemanha, com mais de € 1 trilhão em ativos, a instituição pretende ampliar sua atuação em serviços financeiros baseados em blockchain. A estratégia inclui operações com stablecoins e instrumentos tokenizados.

Custódia começará por bitcoin e ether

Gerald Podobnik, co-chefe do banco corporativo do Deutsche Bank, confirmou os planos em entrevista à Reuters na sexta-feira (16), durante as reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, em Bangkok.

A primeira etapa será dedicada à custódia de criptomoedas de maior valor de mercado. O banco planeja desenvolver serviços para facilitar a entrada e a saída de recursos em stablecoins, cujo valor está vinculado a ativos de referência, como moedas fiduciárias.

O material não informa uma data específica para o início da operação alemã.

Tokenização amplia estratégia de ativos digitais

O Deutsche Bank pretende oferecer depósitos tokenizados e apoiar clientes na emissão de títulos financeiros registrados em blockchain.

Os projetos abrangem a representação de depósitos bancários nessa infraestrutura e a utilização da tecnologia para registrar ou movimentar instrumentos como títulos de dívida digitais.

“Como sistema financeiro, precisaremos oferecer soluções tokenizadas ou baseadas em blockchain aos nossos clientes como serviços adicionais aos tradicionais, mas não necessariamente para substituir o que fazemos hoje”, afirmou Podobnik à Reuters.

A implantação da custódia na Alemanha será a primeira etapa da expansão planejada para o serviço, antes da entrada nos centros financeiros asiáticos.

Fonte: Reuters