
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio, ante dos 5,8% nos trimestre encerrados em fevereiro e abril, informou nesta quinta-feira, 30, o IBGE. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado (6,2%) houve queda de 0,6 ponto percentual.
Trata-se da menor taxa de desocupação para o mês de maio desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Veja aqui a pesquisa completa do IBGE.
O resultado veio dentro do esperado. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,6% no período.
A população ocupada (102,7 milhões) registrou alta de 0,5% no trimestre (mais 558 mil pessoas) e aumento de 0,8% no ano (mais 840 mil).
Apesar do Brasil mostrar um mercado de trabalho aquecido, 6,1 milhões estavam desempregos no país no trimestre encerrado em maio. A taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada (ou 38,3 milhões).
O IBGE avaliou o resultado de maio como um cenário de estabilidade.
“A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explica o analista da pesquisa, William Kratochwill.
Renda média foi de R$ 3.726
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.726) ficou estável no trimestre encerrado em maio, mas registrou alta de 4% no ano.
A massa de rendimento real habitual (R$ 377,7 bilhões) também ficou estável no trimestre e cresceu 4,8% (mais R$ 17,3 bilhões) no ano.
Perspectivas
A taxa de desemprego no Brasil segue em níveis baixos para os padrões nacionais, e analistas não veem uma deterioração brusca mesmo diante de uma esperada perda de força da economia.
Esse cenário, somado a rendimentos em alta, sustenta a demanda doméstica e dificulta o controle da inflação pelo Banco Central, que reduziu a taxa básica de juros a 14,25% este mês, mas deixou os próximos passos em aberto.
“Não parece haver sinal de aceleração no emprego e esperamos continuidade da tendência de moderação”, disse André Valério, economista sênior do Inter, projetando taxa de desemprego de 5,7% no fim do ano.
Fonte: IstoéDinheiro
