
A Heineken disse estar confiante de que aumentará o lucro, após registrar maior receita no início do ano, apesar da contínua queda nos volumes de vendas de cerveja.
A cervejaria holandesa informou nesta quinta-feira (23) que teve receita líquida de 6,7 bilhões de euros entre janeiro e março, em linha com as previsões de analistas, segundo consenso de estimativas fornecido pela empresa.
O aumento da receita veio junto com a retomada dos volumes totais, que avançaram 1,2% em base orgânica na comparação anual, após terem recuado em 2025. Ainda assim, os volumes de cerveja seguiram abaixo dos de um ano antes, e o desempenho geral foi sustentado pelo portfólio menor do grupo fora de cerveja, como mixers e sidras.
A Heineken – que, além da lager homônima, produz Amstel, Desperados e Birra Moretti – disse esperar que o lucro operacional cresça entre 2% e 6% neste ano, reafirmando a projeção divulgada no início do ano.
A alta dos preços ajudou a empresa a compensar volumes menores em alguns mercados no primeiro trimestre, incluindo Brasil e México. Isso ocorreu apesar da retomada de pressões inflacionárias que ameaçam pesar sobre o sentimento do consumidor daqui para a frente, segundo o CEO, Dolf van den Brink.
“Desde o início do ano, o comércio global se tornou mais complexo e volátil, com impactos sobre a disponibilidade e os custos de energia em certos mercados”, disse Van den Brink, que deve deixar a empresa no próximo mês.
A guerra no Oriente Médio eliminou os sinais de melhora na confiança do consumidor neste ano. O humor dos consumidores americanos atingiu seu nível mais baixo já registrado, segundo pesquisa da Universidade de Michigan publicada neste mês. Na zona do euro, a confiança está no menor nível em mais de três anos, de acordo com uma sondagem divulgada nesta semana.
O desempenho comercial da empresa no início do ano parece “bom”, escreveram os analistas James Edwardes Jones e Wasachon Udomsilpa, do RBC Capital Markets, em nota. Ainda assim, segundo eles, a companhia depende de preços para impulsionar o crescimento da receita.
Um humor mais cauteloso entre consumidores de bebidas se soma aos desafios já existentes para a indústria, que enfrenta menor interesse por álcool entre consumidores mais jovens e se aproxima dos limites de uma estratégia antes lucrativa de priorizar produtos mais caros.
No início deste ano, a Heineken disse que nomearia um novo CEO como parte de um plano de reestruturação, que inclui cortar milhares de empregos em suas operações globais, buscando economizar cerca de meio bilhão de euros apenas neste ano.
A empresa ainda não anunciou um substituto para Van den Brink, que está no comando desde 2020.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Fonte: Estadão Conteúdo
