
Mesmo com a resistência para a candidatura neste ano, aliados do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acreditam que ele poderá aceitar se lançar novamente ao Palácio dos Bandeirantes pelo empenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A avaliação é que seria difícil Haddad recusar um pedido de Lula e cobraram um posicionamento rápido do ministro para avançar com as estratégias de campanha.
Tanto o PT quanto Lula querem que Haddad dispute o Palácio dos Bandeirantes ou o Senado neste ano. O ministro, todavia, quer ficar longe da cara à tapa neste ano. Nos bastidores, o ministro quer se manter na coordenação da campanha à reeleição do petista e defende a escolha de outro nome para liderar a chapa em São Paulo.
Nas últimas semanas, Haddad confirmou que terá uma reunião com Lula para definir seu futuro político. Em conversa com jornalistas, ele chegou a dizer “vamos ver quem convence quem”, em referência a conversa com o presidente da República. O encontro deve acontecer após o Carnaval. Fernando Haddad deve deixar a pasta nas próximas semanas.
Lideranças da legenda avaliam que o ministro tem mais importância na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes do que no Senado. Um importante nome da legenda disse que a repetição da dobradinha de 2022 pode fortalecer Lula na candidatura à reeleição do petista. Por outro lado, aliados admitem que concorrer a uma vaga ao Salão Azul garantiria uma cadeira para o PT.
Apesar das resistências, o PT de São Paulo trabalha com uma formação de chapa liderada por Haddad no Palácio dos Bandeirantes e com as ministras Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Marina Silva (Meio Ambiente) para o Senado. Para isso, os correligionários de São Paulo querem uma decisão rápida. O prazo é até meados de março, próximo do prazo de desincompatibilização dos ministros que vão se candidatar à cargos públicos neste ano.
Caso Haddad desista, o nome de Tebet e Márcio França devem começar a entrar na pauta dos petistas. Atual vice-presidente, Geraldo Alckmin pleiteia a manutenção do seu cargo para 2026, mas membros do Centrão estão de olho em um acordo com Lula para arrancá-lo do posto.
Fonte: Istoé
