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Segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Confronto acidental entre as Coreias é possível a qualquer momento, diz presidente sul-coreano

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul estão em uma “situação muito perigosa”, em que um confronto acidental é possível a qualquer momento, disse o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, nesta segunda-feira (24), segundo a agência de notícias Yonhap. Lee afirmou ainda que é crucial que Seul estabeleça diálogo com Pyongyang.
A Coreia do Norte está se recusando contatos da vizinha ao sul e está instalando cercas de arame farpado ao longo da fronteira militar, algo que não era feito desde o fim da Guerra da Coreia de (1950-1953), disse Lee.
“As relações intercoreanas se tornaram muito hostis e conflituosas, e na ausência até mesmo de um nível básico de confiança, o Norte está demonstrando um comportamento muito extremo”, afirmou Lee, segundo a Yonhap.
Lee falava aos repórteres em um voo da África do Sul, onde participou da cúpula do G20, para a Turquia, última etapa de viagem internacional do líder sul-coreano.
A Coreia do Sul propôs conversas com a Coreia do Norte em 17 de novembro para discutir o estabelecimento de uma fronteira clara ao longo da zona desmilitarizada para evitar confrontos armados que poderiam potencialmente desencadear um conflito mais amplo.
A Coreia do Norte não respondeu ou reagiu à proposta de diálogo.
Houve mais de dez invasões de fronteira por soldados norte-coreanos neste ano, algumas levando tropas sul-coreanas a disparar tiros de advertência, seguindo um protocolo estabelecido para situações do tipo.
Lee disse que conquistar a paz com a Coreia do Norte será um esforço de longo prazo, mas quando um regime de paz firme for estabelecido, “seria melhor” para a Coreia do Sul e os EUA cessarem os exercícios militares conjuntos.
Pyongyang condenou tais exercícios dos aliados, chamando-os de ensaios para uma guerra nuclear contra o país. Cerca de 28,5 mil soldados americanos e sistemas de armas estão posicionados na Coreia do Sul.
A Coreia do Norte lançou vários foguetes uma hora antes da visita do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, à fronteira do país com a Coreia do Sul. Havia oito anos que um secretário de Defesa dos EUA não visitava o local.
Pyongyang também havia disparado projéteis similares minutos antes de uma reunião do presidente sul-coreano com o líder chinês, Xi Jinping, alguns dias antes da visita de Hegseth.

Fonte: FolhaPress