Economia
Terça-feira, 16 de agosto de 2022

69% das empresas ativas no Brasil são MEIs; SAs são apenas 0,9% do total

808 mil negócios foram criados entre janeiro e abril (já descontados os que fecharam); tempo médio para abir empresas é de 1 dia e 16 horas

Sete em cada dez empresas ativas no Brasil são de Microempreendedores Individuais (MEIs), aponta balanço do Ministério da Economia divulgado na segunda-feira, 7. São 19.373.257 de empresas, das quais 13.489.017 são de microempreendedores (69,6% do total).

Dos quase 13,5 milhões de MEIs em atividade no país, 1.114.826 foram abertos entre janeiro e abril deste ano, uma alta de 14% na comparação com os últimos quatro meses de 2021, mas uma queda de 3,2% com o mesmo período do ano passado.

Somados, os MEIs e as Sociedades Empresariais Limitadas concentram quase 94% de todas as empresas em funcionamento no país. Os dados fazem parte do Boletim do Mapa de Empresas do 1º Quadrimestre de 2022.

Número de empresas no Brasil: 19.373.257

  • Microempreendedores Individuais (MEIs): 13.489.017 (69,6% do total), dos quais 1.114.826 foram abertos entre janeiro e abril deste ano (alta de 14% na comparação com os últimos quatro meses de 2021 e queda de 3,2% com o mesmo período do ano passado);
  • Sociedades Empresariais Limitadas: 4.667.178 (24,1% do total), das quais 226.549 iniciaram as atividades no começo de 2022 (alta quadrimestral de 3,2% e anual de 19,1%);
  • Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (Eireli): 937.163 (4,8% do total), das quais 2.381 foram criadas no primeiro quadrimestre do ano (queda de 55,5% e 92,4%, respectivamente);
  • Sociedades Anônimas (SAs): 177.898 (0,9% do total), das quais 3.749 começaram suas atividades neste ano (queda de 20,6% e 23,8%, respectivamente).
  • Cooperativas: 35.169 (0,2% do total), das quais 880 foram criadas entre janeiro a abril (queda de 3,8% e alta de 23,2%);
  • Demais tipos de empresas: 66.832 (0,4% do total), das quais 1.742 entraram em operação no primeiro quadrimestre (queda de 40% e 32,5%).

“O fato de ter grandes números de MEIs é resultado do sucesso de política pública de formalização para quem tinha atividade informal. Não há dificuldades em abrir empresas no Brasil”, disse André Luiz Santa Cruz, diretor do Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia.

Santa Cruz afirmou que as MEIs são atividades importantes, que inclusive geram empregos formais e muitas vezes são o embrião de um empreendimento que vai prosperar. “Além disso, o sucesso do MEI é uma demonstração de resultado das políticas de ambiente de negócios. Quanto mais se melhora o ambiente de negócios, mais as pessoas se sentem estimuladas a empreender. Este é o retrato de nosso tempo. O Brasil não é mais um país hostil a quem quer empreender”.

808 mil empresas criadas em 2022

Das 19.373.257 empresas ativas no Brasil no fim de abril, 808.243 foram abertas no período (já descontadas as que fecharam). O número é resultado da criação de 1.350.127 negócios e o fechamento de outros 541.884.

As 1.350.127 empresas abertas no primeiro quadrimestre do ano representam um aumento de 11,5% em relação ao último quadrimestre de 2021 e uma queda de 3,2% ante o começo do ano passado. As 541.884 que foram fechadas representam uma alta de 11,5% e 23,0%, respectivamente.

Segundo o levantamento, o Tocantins foi o estado que teve o maior crescimento porcentual de empresas abertas no começo de 2022 (alta de 28,6% em relação ao último quadrimestre de 2021 e de 4,0% ante o primeiro quadrimestre do ano passado). Na outra ponta, o Amapá foi o único a registrar queda nas duas bases de comparação (de 3,5% e 7,5%, respectivamente).

Tempo de abertura

O Boletim do Mapa de Empresas é um levantamento divulgado pelo governo com indicadores sobre a quantidade de empresas registradas no Brasil e o tempo médio necessário para a abertura de novos negócios.

O tempo para abir empresas ficou em 1 dia e 16 horas, em média, no primeiro quadrimestre deste ano — um recorde na série histórica (uma queda de 8 horas em relação ao último quadrimestre de 2021 e de 1 dia e 13 horas em relação ao mesmo período em 2021).

Segundo o boletim, Sergipe foi a unidade da federação que apresentou o menor tempo de abertura de empresas: 15 horas (uma queda de 9 horas em relação ao último quadrimestre de 2021). Já a Bahia registrou o maior tempo: 3 dias e 17 horas (ainda assim uma redução de 1 dia e 5 horas na comparação quadrimestral).

O Ministério da Economia destacou Aracaju, que conquistou o posto de capital mais ágil para abertura de empresas (com tempo médio de 8 horas). No outro extremo, Salvador teve o pior desempenho entre as capitais (4 dias e 18 horas em média).

Santa Cruz diz que a meta do governo federal é fazer com o que o tempo médio para abertura de empresas no seja de um dia (contra um tempo médio de 5 dias e 9 horas no começo de 2019). “Atualmente, mais de 60% das empresas já conseguem, em apenas um dia, serem abertas. Esta é nossa meta para o final do ano: de até um dia. Estamos caminhando para atingir esse objetivo”.

Fonte: InfoMoney