No Mundo
Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Rubio diz que decisão sobre Starlink cabe a Musk, não à Casa Branca

Secretário de Estado afirmou que o acesso da Ucrânia ao serviço é regido por contrato comercial; relatos apontam versões diferentes sobre a restrição.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (21) que as decisões sobre o acesso da Ucrânia ao Starlink cabem à SpaceX e a Elon Musk, e não à Casa Branca. A declaração foi dada a jornalistas durante uma viagem à Índia.

A fala veio após o Wall Street Journal noticiar que Musk havia ordenado a redução da velocidade de uma versão militar do serviço usada pela Ucrânia. O jornal relatou que Musk, o presidente Donald Trump e autoridades da Casa Branca haviam discutido o assunto.

“Não tenho conhecimento de que soubéssemos dessa decisão com antecedência. Mas isso é irrelevante”, disse Rubio. “O ponto principal é que isso é regido por um contrato comercial privado quanto à forma como seus equipamentos podem ser utilizados e a quais velocidades eles permitem que sejam utilizados.”

A Reuters informou que duas autoridades norte-americanas e uma autoridade ocidental a par do assunto disseram que a decisão partiu, em última instância, da Casa Branca. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, também atribuiu a decisão ao governo norte-americano, que negou essa versão.

Musk e a SpaceX não responderam aos pedidos de comentário da Reuters. As declarações de Rubio podem ampliar as preocupações em Washington sobre a influência de Musk na política externa dos Estados Unidos.

Rubio já havia negado ordem dos EUA para reduzir a velocidade

No sábado, ao embarcar para uma viagem ao Uzbequistão e à Índia, Rubio afirmou que ninguém havia ordenado a redução da velocidade do Starlink. Na ocasião, disse que a medida ocorreu “de certa forma”, mas que, segundo seu entendimento, o serviço já havia sido restabelecido.

“Não tenho certeza se Zelenskiy sabe do que está falando, mas não foi deliberado”, disse Rubio. “Não temos nada a ver com isso. Eu não — os Estados Unidos, ninguém ordenou que a velocidade do Starlink fosse reduzida.”

Fonte: IstoéDinheiro