
QG do filho de Jair Bolsonaro manterá negociações com Republicanos e União-PP até prazo final das convenções, em 5 de agosto
A convenção nacional do PL que confirmará a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, no próximo sábado (25), em São Paulo, ocorrerá sem a definição de alianças partidárias e sem a indicação do vice na chapa.
Com dificuldade para fechar apoios, o PL seguirá insistindo nas negociações até a data-limite das convenções partidárias, que começam nesta segunda-feira (20) e seguem até 5 de agosto. Até lá, seguirá indefinido o nome que formará a chapa com Flávio Bolsonaro.
Flávio tenta fechar uma aliança nacional com o Republicanos, partido que abriga importantes aliados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e com a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, siglas que deram sustentação ao governo de Jair Bolsonaro.
Os dirigentes desses partidos, no entanto, indicam reservadamente que são pequenas as chances de composição com o PL e tendem a optar pela neutralidade na eleição presidencial, liberando os diretórios estaduais para firmarem os acordos que considerarem mais convenientes.
Articuladores do PL minimizam a dificuldade para fechar os apoios antes da convenção e avaliam que ainda há tempo para consolidar um palanque nacional mais robusto. Afirmam ainda que a oficialização da candidatura de Flávio à Presidência dará mais autonomia ao filho do ex-presidente para avançar nas negociações.
O partido de Flávio Bolsonaro, quer seguir negociando nos estados na tentativa de atrair apoio ao projeto nacional. O PL prevê lançar candidatos a governador em 20 estados, o dobro de 2022, além de disputar o Senado em quase todas as unidades da Federação.
Em busca de uma vice
Na mesa de negociação também está o cargo de vice. Flávio, que tenta reduzir a resistência do eleitorado feminino, já indicou que prefere ter uma mulher na chapa.
Os nomes mais cotados são os da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, coordenadora do programa econômico de Flávio e do projeto “Brasil por Elas”, que se filiou ao Republicanos em abril. Além dela, há o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro e que tem uma ligação muito forte com o agronegócio.
Mais próxima de Flávio neste momento, Daniella enfrenta resistência tanto dentro do Republicanos, pelo pouco tempo de filiação, quanto no próprio PL, onde há dúvidas sobre seu potencial eleitoral.
A preferida dentro do PL para compor a chapa continua sendo Tereza Cristina, pela experiência política e, sobretudo, pela forte ligação com o agronegócio. A ex-ministra, no entanto, segue resistente, apesar da pressão.
O ponto crucial, porém, é a própria negociação com a federação União Progressista. Os presidentes das siglas, Antonio Rueda (União Brasil) e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), demonstram incômodo com a postura de Flávio.
O senador evitou fazer uma manifestação pública de apoio ao presidente do Progressistas quando ele foi alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Rueda, citado como um dos políticos mais próximos de Vorcaro, também se irritou com o fato de Flávio Bolsonaro ter silenciado sobre a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil), alvo da Polícia Federal por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis.
Canella havia firmado uma aliança com o PL no Rio de Janeiro e foi lançado como pré-candidato ao Senado, tendo Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio, como primeira suplente.
Fonte: CNN
