
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou esperar que a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja mantida após o prazo de 90 dias concedido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, que termina no fim deste mês.
Ela disse ainda que sua prioridade é a saúde de Bolsonaro e que vai ajudar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) “no momento certo”.
“No momento certo, com certeza. Agora quem está precisando de apoio, de cuidados, é o meu marido”, respondeu ao ser questionada sobre auxiliar na campanha do senador.
Flávio e Michelle não têm uma relação próxima e já tiveram atritos no passado -além disso, a ex-primeira-dama é vista no PL como uma potencial presidenciável, apesar da escolha de Bolsonaro pelo filho.
Michelle participou do lançamento da pré-candidatura de Thiago Manzoni (PL), hoje deputado distrital, para deputado federal. Em um discurso breve, a ex-primeira-dama elogiou o aliado, de quem é próxima, e enviou saudações de Bolsonaro. Ela voltou a ignorar Flávio em sua fala.
“Espero que Deus toque no coração do ministro e que ele [Bolsonaro] fique em casa, porque ele precisa ser cuidado. Lá tem alimentação, estou cuidando dele direitinho, ele está bem. Tirando a medicação, porque oscila muito”, disse ela.
“Tem dia que ele amanhece bem, no início da tarde já tem uma crise de soluço, já dá uma baqueada e assim sucessivamente”, completou.
Segundo Michelle, Bolsonaro teve crises de soluço nos últimos dias, como mostrou a Folha.
A ex-primeira-dama disse ainda que não pretende se reunir novamente com Moraes para pedir a prorrogação da prisão domiciliar e não saber se a medida será mantida. “Vou esperar os advogados”, respondeu.
Ela foi questionada ainda a respeito da sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e disse que somente a melhora da saúde de Bolsonaro poderia fazer com que ela confirmasse que irá concorrer. “Se eu tiver que ficar em casa cuidando dele, eu vou ficar”, disse.
Michelle acrescentou, contudo, que a vontade do ex-presidente é que ela dispute a eleição.
“A prioridade é a minha casa, a minha família, o meu marido. Eu não posso, eu não tenho como pensar no amanhã se hoje eu tenho que estar firme e forte para poder cuidar dele. Ele quer muito, é um desejo do coração dele. Eu acho que é natural, pelo nosso trabalho, pelo Brasil, a gente influenciar, incentivar as mulheres de bem a estarem na política. Esse é o meu papel”, afirmou.
Manzoni é bispo da igreja IDE Brasília e deu assistência religiosa a Bolsonaro durante a passagem do ex-presidente pela Papudinha neste ano.
Fonte: FolhaPress
