
Chefe da AGU foi indicado há 5 meses, mas ainda enfrenta resistência e tem desafio de agradar senadores sem melindrar relação com ministros
O advogado-geral da União, Jorge Messias, chega ao dia da sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado com o placar para aprovação indefinido e sob o desafio de tratar da crise do Banco Master sem fazer críticas diretas a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o anúncio em 20 de novembro do ano passado e, mais de cinco meses depois, o escolhido para a vaga deixada na corte por Luís Roberto Barroso ainda enfrenta resistência de parte dos parlamentares.
De um lado, a oposição aposta em uma derrota ao indicado presidencial para o órgão de cúpula do Poder Judiciário. De outro, o governo fez uma ofensiva com liberação de emendas e negociação de cargos e acredita em uma vitória com margem apertada.
Antes de o plenário votar se Messias poderá assumir um assento no Supremo, porém, o chefe da Advocacia-Geral da União terá o desafio de agradar senadores na sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) sem melindrar a relação com potenciais futuros colegas de tribunal.
Parlamentares de oposição já anunciaram que a crise do Banco Master e as menções sobre relações entre parentes de ministros e partes privadas estarão no centro dos questionamentos.
De acordo com pessoas próximas, Messias tentará usar em seu favor o fato de não ter parentes na advocacia e ainda dirá que apoia a criação de um código de ética para regulamentar a atuação dos magistrados.
Além disso, o indicado de Lula pretende fazer uma defesa clara da separação entre os Poderes e que atuará com deferência ao Legislativo, sem risco de interferir em decisões do parlamento.
A tendência é que a sabatina e a votação em plenário ocorram no mesmo dia, nesta quarta-feira (28). Messias precisa de pelo menos 41 votos para ser aprovado.
Fonte: CNN
