No Mundo
Quarta-feira, 29 de abril de 2026

Irã condiciona reabertura de Hormuz ao fim da guerra com EUA e Israel

O Irã diz que só vai liberar novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Hormuz depois do fim definitivo da guerra com EUA e Israel.
Teerã afirmou que a reabertura do canal depende do encerramento do conflito e do cumprimento de regras de segurança definidas pelo país. A informação foi divulgada hoje pela agência iraniana Fars News Agency.
Vice-ministro da Defesa iraniano, Reza Talaei-Nik, disse que a retomada do trânsito vai exigir garantias de que a segurança do Irã não será afetada. “Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã”, afirmou Talaei-Nik à Fars.
A declaração ocorreu durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão. O Estreito de Hormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Fluxo de embarcações segue reduzido por causa de restrições impostas pelo Irã e por um bloqueio naval dos EUA nos portos iranianos. A região também teve ataques e apreensões de navios nas últimas semanas, segundo o relato divulgado pela Fars.
Autoridades iranianas têm indicado que a segurança para quem atravessa Hormuz terá custo. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para impor tarifas a navios que usem a passagem.
Porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que o país não considera encerrada a guerra com EUA e Israel. “Não consideramos que a guerra tenha acabado. Nossa situação atual ainda é considerada de guerra”, declarou Akraminia à Fars.
Akraminia disse que, se houver novos ataques, a resposta iraniana será mais dura do que nas ofensivas anteriores. Ele também afirmou que o Irã manteve a produção de drones durante o conflito e que parte dos equipamentos foi fabricada e usada em plena guerra.
Segundo o porta-voz, as forças iranianas derrubaram mais de 170 drones e 16 aeronaves militares durante os confrontos. Ele atribuiu as interceptações às unidades de defesa do Exército iraniano e à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.

Fonte: FolhaPress