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Sábado, 18 de julho de 2026

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Ministro das Relações Exteriores iraniano defende que armas são para dissuasão e autodefesa, não para agressão

O Irã insiste que não aceitará termos mais abrangentes dos Estados Unidos enquanto o governo Trump e Israel pressionam para que qualquer acordo nuclear também aborde os mísseis balísticos de Teerã e seu apoio a grupos armados na região.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, abordou essas questões na quarta-feira (25), em entrevista ao India Today.

Sobre os mísseis, Araghchi rejeitou as alegações dos EUA de que o Irã está desenvolvendo mísseis de longo alcance capazes de atingir os Estados Unidos, classificando-as como “notícias falsas”. 

Ele afirmou que Teerã limitou intencionalmente o alcance de seus mísseis a menos de 2 mil quilômetros apenas para fins defensivos.

“Nossos mísseis são para dissuasão e autodefesa, não para agressão”, afirmou ele.

Em relação ao apoio a grupos como o Hezbollah, os Houthis e o Hamas, Araghchi rejeitou o rótulo de “grupos armados”, descrevendo-os como movimentos independentes que lutam por “causas justas” contra a ocupação.

Ele alegou que o Irã apoia esses grupos apenas política e moralmente, argumentando que eles agem de forma independente e não estão sob o comando iraniano.

O ministro reiterou que o Irã “não tem intenção de desenvolver armas nucleares nem mísseis de longo alcance”.

Ele enfatizou o direito do Irã à tecnologia nuclear pacífica, afirmando que Teerã está disposta a abordar as preocupações por meio da transparência e da supervisão internacional, mas espera o alívio das sanções em troca.

Fonte: CNN