
Petrolífera saudita registra alta de 35% no lucro e afirma que, até setembro, não previa impacto financeiro material dos ataques às suas instalações.
A Saudi Aramco registrou lucro líquido de US$ 36,25 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 35% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado, divulgado nesta terça-feira (3), foi favorecido por um ganho com a venda de participação na PRefChem à Petronas.
A receita da Aramco cresceu 20,2%, para US$ 123,82 bilhões, superando a estimativa de aproximadamente US$ 119,9 bilhões dos analistas consultados pela FactSet.
A companhia informou que, até 30 de setembro, não esperava impacto financeiro material decorrente dos ataques às suas instalações.
Receita da Aramco supera expectativas do mercado
O avanço do faturamento refletiu preços mais elevados do petróleo bruto, dos produtos refinados e dos químicos, apesar da redução dos volumes vendidos.
O lucro por ação básico e diluído subiu de US$ 0,11 para US$ 0,15. O resultado ficou acima da projeção de 0,48 riais sauditas, equivalente a cerca de US$ 0,13, do consenso da FactSet.
Já o lucro líquido ajustado avançou 9%, para US$ 31,2 bilhões. O resultado contábil incorporou um ganho de US$ 6,9 bilhões com a venda da participação na PRefChem à Petronas.
Refino e petroquímica ampliam resultado operacional
A divisão de refino e petroquímica, conhecida como downstream, registrou lucro operacional ajustado de US$ 10,3 bilhões, alta de 234% na comparação anual.
O desempenho foi impulsionado pela melhora das margens de refino.
Na área de exploração e produção, ou upstream, o lucro operacional ajustado recuou de US$ 51,49 bilhões para US$ 46,81 bilhões.
Aramco anuncia US$ 21,9 bilhões em dividendos
O fluxo de caixa livre da Aramco avançou para US$ 28,2 bilhões.
A petrolífera anunciou dividendos de US$ 21,9 bilhões, aumento de 3,5% em relação ao ano anterior. A distribuição ocorre em meio às pressões da guerra no Oriente Médio sobre as finanças da Arábia Saudita.
Ataques e restrições em Ormuz levam à busca por rotas alternativas
Ao avaliar os ataques às suas instalações, a Aramco afirmou que não previa impacto financeiro material até o encerramento de setembro.
As restrições ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz levaram a companhia a utilizar o oleoduto Leste-Oeste. A empresa também avalia rotas alternativas para manter suas exportações.
Fonte: IstoéDinheiro
