
Ao menos 13 pessoas morreram após um terremoto de magnitude 7,1 atingir o sul do Japão na tarde de terça-feira (horário local, 4h27 de Brasília), anunciou a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi.
As autoridades ainda apuram quais mortes, do total, estão diretamente ligadas aos tremores. Não foram divulgadas informações sobre os mortos, incluindo a localidade dos registros. O tremor de magnitude 7,1 atingiu a província de Kumamoto às 16h27 (horário local), registrando o nível 7 na escala de intensidade sísmica do Japão o nível mais alto, segundo a emissora pública NHK. O último terremoto dessa intensidade no país foi registrado na Península de Noto em 1º de janeiro de 2024.
Em comunicado separado do governo, a província de Kumamoto informou que três pessoas morreram e cinco estavam em parada cardiorrespiratória na região. A nota, divulgada às 9h30 de quarta-feira (horário local), informa que havia 31 feridos na região.
Entre os mortos estão duas mulheres, na faixa dos 20 anos, que estavam em um shopping center que desabou em Kumamoto. Os nomes das vítimas não foram divulgados pelas autoridades. Uma foi localizada em parada cardiorrespiratória no shopping center, enquanto outras cinco pessoas foram resgatadas no estabelecimento comercial com ferimentos, mas não correm risco de morte. As buscas por desaparecidos no shopping continuam.
Um hospital no bairro de Minami, na cidade de Kumamoto, disse que 50 pessoas foram internadas com ferimentos. Ao menos uma delas estaria inconsciente. Outra unidade de saúde, na cidade de Hikawa, declarou estar atendendo cerca de 80 feridos.
Terremoto que atingiu o sudoeste do Japão provocou grandes danos, incluindo incêndios em casas e desabamentos de pontes. Às 7h30 de quarta, cerca de 37.000 residências na província de Kumamoto estavam sem luz, segundo a companhia de energia Kyushu.
Vários funcionários também estão presos em uma fábrica de papel, a Nippon Paper Industries, em Yatsushiro. A chaminé do prédio teria desabado e deixado diversas vítimas sob escombros no primeiro e segundo andares. Socorristas continuam as operações de resgate, conforme informações da TV TBS. Autoridades da província de Kumamoto anunciaram que duas pessoas foram encontradas em parada cardiorrespiratória e outras nove seguem desaparecidas na fábrica.
Ao menos 12 edifícios desabaram. Em quatro prédios havia pessoas presas, veiculou a emissora pública NHK o que pode elevar o número de vítimas. A televisão japonesa mostrou vários prédios em chamas ou desabados, grandes rachaduras ao longo das estradas, incluindo uma rodovia elevada, e um trem de carga descarrilado.
A Autoridade Japonesa de Regulação Nuclear informou que não foi detectada nenhuma anomalia nas usinas nucleares da região. Após o terremoto, autoridades iniciaram verificações em infraestruturas estratégicas da região.
Histórico de terremotos
Kumamoto, que registrou mais danos até o momento, foi afetada em 2016 por dois terremotos devastadores. O primeiro de magnitude 6,5, seguido, dois dias depois, por outro de magnitude 7,3. Os tremores deixaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.
O Japão é um dos países mais propensos a terremotos do mundo, com um tremor ocorrendo pelo menos a cada cinco minutos. Localizado ao longo do “Anel de Fogo” formado por vulcões e fossas oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Pacífico, o Japão é responsável por cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6,0 ou mais em todo o mundo.
Fonte: FolhaPress
