
Assim como a Toast, o carro-chefe da ZAK é a maquininha de cartões para restaurantes. A startup brasileira não cobra nada pelo software, ficando apenas com a taxa de processamento de pagamentos. O TPV mensal alcança R$ 100 milhões, mas com a expansão geográfica a plataforma vislumbra um TPV de R$ 350 milhões até o fim do no que vem. A plataforma também já oferece antecipação de recebíveis.
Ainda restrita a São Paulo, a ZAK já processa mais de 300 mil pedidos por mês, com cerca de 4 mil usuário. A startup atende alguns dos principais restaurantes da capital paulista, como Z. Deli e Ráscal. “Temos um número de restaurante reduzido, mas com venda significativa”, diz Grandes.
Por ser um legado da Mimic, a ZAK já tem uma equipe de tamanho razoável — cerca de 170 pessoas, mas a rodada também viabilizará a contratação de mais gente, dobrando o time de startup. O time de desenvolvedores deve ajudar a aprimorar o software de gestão de cliente (CRM) da plataforma, com o que a startup imagina desenvolver mais funcionalidades para os restaurantes.
Com o uso de dados, os restaurantes estarão em melhor posição para aumentar a recorrência dos consumidores, com ofertas que que podem ser personalizadas e sistema de pontos. “Queremos reestabelecer o controle do restaurante com o usuário final. Então, também temos um serviço de delivery white label”, afirma Lima.
A ZAK aposta que seu diferencial é reunir em uma única plataforma funcionalidades que muitas vezes eram oferecidas de forma dispersa por uma série de companhias diferentes, algumas das quais com uma pegada ainda analógica.
Ao trocarem a Mimic pela ZAK, os fundadores estão mirando um negócio maior — o mercado endereçável é estimado em US$ 120 bilhões incluindo Brasil e México, que também está nos planos de expansão da plataforma. O modelo de plataforma também é mais complexo de ser criado por um concorrente. Não à toa, os fundadores se certificaram de que a Toast não tinha planos de vir para cá nos próximos anos.
“Aprendemos muito sobre as dores dos restaurantes na Mimic, mas era um negócio que começou a ser replicado por outros players. A oportunidade na ZAK é muito maior e escalável”, conclui Grandes.
Fonte: Valor Pipeline
