
Aliados do pré-candidato, porém, esperam que ex-primeira-dama participe do evento por vídeo e declare apoio ao nome do filho do ex-presidente na disputa ao Planalto
Mesmo após aceitar as desculpas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve se ausentar da convenção do PL (Partido Liberal), que confirmará, neste sábado (25), em evento em São Paulo, o enteado como candidato à Presidência da República.
A justificativa é que Michelle não pode se ausentar de Brasília por causa dos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar e com problemas de saúde.
Aliados de Flávio, porém, têm a expectativa de que a ex-primeira-dama possa gravar um vídeo ou fazer uma participação ao vivo. Michelle é considerada um ativo importante para o eleitorado feminino e evangélico.
Nesta quinta (23), Flávio publicou um vídeo em suas redes sociais no qual pediu desculpas a Michelle e pediu a ela que caminhassem “juntos na missão de defender o Brasil”. A gravação foi um pedido de Michelle para a reconciliação, que foi construída com a ajuda da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e da senadora Damares Alves (Republicanos), amigas da ex-primeira-dama.
“O momento é difícil para todo mundo. Ninguém é perfeito, eu não sou perfeito e, mais uma vez, peço desculpas por alguns momentos que causaram desconforto. Como somos pessoas públicas, isso acaba sendo explorado pelos nossos opositores”, afirmou Flávio.
Em resposta, Michelle aceitou as desculpas e convidou o parlamentar para “sentar e conversar”. Michelle acrescentou que é necessário superar os desentendimentos para “reconstruir o Brasil”, que precisa de “gente de pé, não de gente dividida”, pelo “bem do povo brasileiro”.
“Eu te desculpo. Vamos sentar, vamos conversar, ajustar os detalhes e juntos vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil”, disse em vídeo nas redes.
O QG da pré-campanha comemorou a trégua entre Flávio e Michelle às vésperas da convenção. A conciliação é considerada um fato positivo em meio à sucessão de crises que atingem a pré-candidatura do filho mais velho de Jair Bolsonaro.
Também nesta quinta-feira, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a PF (Polícia Federal) a investigar os repasses ao filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL).
Outro revés foi a divulgação de que o escritório de advocacia de Flávio emitiu, em um intervalo de três dias, três notas fiscais no valor de R$ 500 mil cada para prestar “assessoria jurídica” a empresas comandadas por um empresário suspeito de ligação com operações investigadas no caso Master. Duas delas, no entanto, acabaram canceladas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio negou qualquer irregularidade. Ele ressaltou que recebeu R$ 500 mil por serviços advocatícios privados, sem ligação com Daniel Vorcaro.
Fonte: CNN
