
Os economistas voltaram a reduzir a previsão da taxa de juros neste ano pela segunda semana consecutiva, de acordo com o boletim Focus divulgado na manhã desta segunda-feira (2), que não levou em consideração eventuais impactos do conflito no Oriente Médio, já que o levantamento foi fechado na sexta-feira (27), antes de iniciarem os ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.
Os analistas acreditam que a Selic terminará o ano a 12%, uma redução de 0,13 ponto percentual em relação à semana passada. Mas os especialistas ouvidos pelo BC mantiveram a expectativa de um corte de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), marcada para 17 e 18 de março.
As perspectivas para os juros nos próximos três anos continuam inalteradas em 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,5% em 2029.
Os economistas também reduziram a previsão do dólar, que caiu de R$ 5,45 para R$ 5,42.
Já a expectativa para a inflação interrompeu a sequência de reduções e foi mantida em 3,91%. A previsão do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) havia caído nas últimas sete semanas.
Os analistas também deixaram a perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) estagnada em 1,82%.
O boletim Focus ouve vários economistas pelo país e o levantamento foi encerrado na sexta-feira (27). Portanto ele não incluiu os eventuais impactos do conflito que ocorre no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã, iniciado na madrugada de sábado (28).
Fonte: FolhaPress
