
O Café Por Elas -torrefação que fornece grãos para cerca de 80 estabelecimentos de São Paulo- abriu sua primeira cafeteria. A Cafetina fica na rua Barão de Tatuí, em Santa Cecília, região que se tornou um polo do setor.
A casa serve cafés cultivados por mulheres e torrados no galpão ao lado -é possível ver o processo de torra por meio de vidros instalados no balcão lateral.
Além dos clássicos, como expresso (R$ 10) e cappuccino (R$ 17), a casa tem uma carta de bebidas com algumas inovações. É o caso do zaatar latte (R$ 23), com o tempero árabe. É um aceno às origens libanesas do pai das sócias, as irmãs Nadia e Julia Nasr. O caputina (R$ 25) é uma releitura gelada e clarificada do café com leite e um toque de cumaru.
Os pães são feitos por Marta Garcia, da Martoca, padaria em Pinheiros. Eles saem em sanduíches e como acompanhamento de porções de homus, chancliche, ovos, geleias e salames.
A poucos metros dali, na alameda Nothmann, 1.228, o Drama Café também acaba de abrir as portas, e sua inauguração é um retrato da avidez da região por cafeterias. A casa fez um soft opening na última semana de maio e, mesmo sem muita divulgação, o volume de clientes foi tão grande que eles tiveram que encerrar o expediente antes do horário previsto pois já haviam vendido todo o estoque.
Os sócios Bruno Malfatti e Eric Fiori decidiram abrir o Drama após uma temporada trabalhando em uma cafeteria em Melbourne, na Austrália, país com forte cultura de café especial. De lá, trouxeram um bem extraído flat white, bebida muito consumida no país, na qual o sabor do café se sobressai em relação ao leite.
O cardápio tem comidas vegetarianas, que, em muitos casos, podem ser adaptadas para dietas veganas. É o caso do queijo quente com kimchi (R$ 32).
A casa também não cobra a mais de quem quiser suas bebidas preparadas com leite vegetal.
Além dos cafés, tem matchá e hojicha -o chá-verde tostado. O chocolate quente e o mocha são feitos com chocolate Luisa Abram.
No pequeno trajeto entre o Cafetina e o Drama, há outra novidade. O Ronin se mudou da Barra Funda para a rua das Palmeiras. Com cara nova, tem sanduíches como o de brioche com ovo mexido e pancetta glaceada (R$ 38). A partir do meio-dia, serve hambúrguer no estilo smash (R$ 38).
O epicentro dessa cena cafeeira é a rua Barão de Tatuí. Nela, é possível fazer uma pausa para o café em sete lugares diferentes numa distância de apenas 350 metros.
Quase em frente à Cafetina fica o FFV, que funciona em uma loja de filmes analógicos. Serve pães de queijo fabricados pela mineira A Pão de Queijaria com recheios.
O pioneiro da hoje badalada rua é o Zud, que em abril celebrou oito anos. Por lá, tem cafés de diferentes torrefações.
A Barão de Tatuí também abriga a PAN, uma padaria com uma vitrine difícil de ignorar. Há desde focaccias a muffins. Ao lado dela, escondida em uma loja de cerâmica no primeiro andar, está a Kooi Mooa, que serve café e matchá meticulosamente preparados.
A rua ainda abriga a Café Store, loja de utensílios e equipamentos para os entusiastas da bebida.
Poucos passos rua acima está a Fioca, com foco em doces saudáveis, como o bolo siciliano, de pistache, sem trigo, açúcar ou leite.
Os arredores ainda têm outras cafeterias. A MaLu Café fica na rua Martim Francisco e serve um cinnamon roll cuja fornada emana cheiro até a esquina. Na Waku Waku, na Jaguaribe, o destaque são os cookies e os cafés gelados. A poucos passos dali, a Na Fila do Pão tem um brunch de inspiração mineira. Na mesma rua fica o Aresta, que aposta nos sanduíches como o tamago sando, lanche japonês de ovo.
CONHEÇA AS NOVAS CAFETERIAS EM SANTA CECÍLIA
Cafetina
R. Barão de Tatuí, 183. Qua. a sáb., das 9h às 18h. @cafetina___
Drama Café
Al. Nothmann, 1.228. Qua. a dom., das 10h às 16h. @dramacafesp
Ronin
R. das Palmeiras, 420. Qua. a dom., das 10h às 18h. @ronincafesp
Fonte: FolhaPress