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QG de Flávio aposta que caso Gaspar virará ativo eleitoral contra o PT

Aliados apostam que eventual desfecho favorável na Justiça permitirá sustentar que acusação foi usada para desviar o foco das investigações sobre INSS

A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL (Partido Liberal) à Presidência, quer tratar como “página virada” a suspeita de estupro contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa do senador.

No QG do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, a avaliação é que um desfecho favorável na Justiça, como arquivamento por falta de provas, dará à campanha o argumento de que o PT (Partido dos Trabalhadores) lançou uma acusação falsa para desgastar o relator da CPMI do INSS e desviar o foco das investigações envolvendo integrantes da gestão petista e o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Para isso, a equipe jurídica desencadeou uma ofensiva para acelerar o desfecho do caso e conter o desgaste, principalmente junto ao eleitorado feminino.

A informação de que havia uma suspeita de estupro contra o deputado foi levantada durante a CPMI do INSS pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), em 27 de março. Gaspar era relator da comissão e afirma ser vítima de uma acusação caluniosa.

“Para a campanha, esse assunto já está encerrado. Agora esperamos que a Justiça faça a parte dela”, afirmou o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, em conversa com jornalistas na quinta-feira (6), na sede do PL, em Brasília.

Um dia após Gaspar ter sido anunciado como vice, Marinho reafirmou a convicção na inocência do deputado e descartou substituí-lo na corrida ao Palácio do Planalto ao lado de Flávio.

Nesta quinta-feira (6), a equipe jurídica da campanha pediu ao ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determine, em até 72 horas, a realização de exame de DNA para comparar o material genético de Gaspar com o da criança mencionada na notícia-crime apresentada por Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke.

Assim como já havia feito em petição encaminhada à PGR (Procuradoria-Geral da República), o deputado oferece o material genético já coletado em uma ação cautelar de produção antecipada de prova na Justiça de Alagoas e pede que ele seja comparado com o DNA da criança.

Caso o Supremo entenda necessária uma nova coleta, a defesa afirma que Gaspar também está à disposição para fornecer novo material genético no mesmo prazo de 72 horas.

Na petição, os advogados sustentam que a urgência do exame se justifica pelo “imenso desgaste reputacional” provocado pela investigação em meio à campanha eleitoral.

A defesa também pede acesso aos autos e solicita que, caso o exame de DNA exclua o vínculo genético e não surjam outros elementos de prova, o procedimento seja arquivado.

“Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso. Vou provar cientificamente que sou inocente”, disse Gaspar.

Além da ofensiva no STF, Gaspar rejeitou qualquer acordo com Lindbergh para uma retratação pública sobre a acusação.

A possibilidade de uma “pacificação” chegou a ser discutida entre o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e o deputado petista, mas foi descartada pelo vice de Flávio.

“Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya”, afirmou.

O deputado nega as acusações e afirma que manterá as ações por denunciação caluniosa contra Lindbergh e Soraya, além das representações apresentadas ao Conselho de Ética da Câmara e do Senado, à PGR e ao STF.

Fonte: CNN

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