Economia
Quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Estrangeiro ingressa com recorde de R$ 10 bilhões na bolsa após 1º turno

Última entrada recorde de capital estrangeiro na bolsa havia sido em abril deste ano
Investidores estrangeiros entraram com R$ 10,06 bilhões na bolsa de valores brasileira após o primeiro turno das eleições. O valor foi o maior registrado no intradia da história da B3.

    A última entrada recorde de capital estrangeiro na bolsa ocorreu em abril deste ano, quando ingressaram com R$ 8,398 bilhões. No acumulado do ano, o fluxo de capital externo na bolsa está positivo em R$ 40 bilhões. Já o investimento por pessoa física está negativo no ano em R$ 354 milhões.

    À época do último recorde histórico, economistas ouvidos pelo CNN Money associaram o movimento a queda do dólar mundo afora, enquanto a grande oferta de commodities e a neutralidade do Brasil diante das incertezas geopolíticas o colocavam em evidência como hub “seguro” para investimentos.

    “O investidor estrangeiro tem, hoje, pouca opção de alocação em emergentes. Não aloca na Rússia, o fluxo para a Turquia e China é modesto em razão dos riscos percebidos, de modo que há poucas opções reais de investimento”, afirmou Gabriel Barros, economista-chefe da ARX Investimentos.

    Já o novo valor histórico desta semana ingressou à bolsa logo após as decisões eleitorais do último domingo (4). Na segunda-feira (5), o Ibovespa fechou o dia em alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, nova máxima histórica para um fechamento.

    Ao longo da sessão, o principal indicador do mercado brasileiro de ações chegou a tocar 209.605 pontos, um rali impulsionado pelas vantagens de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o atual presidente e também candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Segundo Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, o desempenho robusto da última segunda refletiu a leitura positiva dos agentes econômicos sobre a corrida eleitoral.

    “Mais do que o alívio imediato, o resultado das urnas trouxe uma sensível melhora nas perspectivas para a trajetória da dívida pública, ancorando a confiança do mercado em um cenário econômico mais estável a partir de 2027”, afirmou.

    Nessa linha, as taxas dos DIs de longo prazo desabaram mais de 130 pontos-base nesta sessão, enquanto as de curto prazo passaram a precificar cerca de 15% de probabilidade de um corte maior da Selic em novembro, em meio à euforia dos investidores com a corrida presidencial.

    Enquanto isso, o “índice do medo” da bolsa brasileira despencou quase 10 pontos no início da semana.

    Os dias posteriores, no entanto, apresentaram uma realização de lucros após o rali. Na terça-feira (6), a bolsa terminou o dia em queda de 0,52%, mas ainda acima dos 200 mil pontos.

    Nesta quarta (7), o índice tenta achar uma direção após oscilar durante a primeira hora de negócios. Às 11h02 (de Brasília), o Ibovespa opera quase estável, com viés de baixa de 0,05%, aos 205.732 pontos.

    Fonte: CNN