
Movimento mira integrantes do PSD e MDB; sigla de Geraldo Alckmin também sondou o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG)
O PSB se mobiliza para atrair aliados do governo que enfrentam impasses em suas siglas com a proximidade das eleições. É o caso da ministra Simone Tebet (MDB), do Planejamento e Orçamento, e do ministro Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, cotados para disputar vagas ao Senado.
Segundo relatos à CNN, integrantes do partido também sondaram o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O parlamentar tem dito que deseja deixar a vida pública, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda busca convencê-lo a disputar o governo de Minas Gerais.
O movimento do PSB mira, em especial, integrantes da equipe ministerial que enfrentam incertezas e compõem siglas que ensaiam lançar nomes próprios na corrida presidencial.
No caso do PSD, o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, deu aval ao governador do Paraná, Ratinho Jr., em prol da pré-candidatura a presidente em 2026. Uma candidatura própria do partido impede que Fávaro apoie Lula formalmente na campanha eleitoral.
Eventuais trocas de aliados, no entanto, devem ainda ser debatidas com Lula. A oito meses das eleições, o Planalto segue avaliando alternativas para os principais palanques.
Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, uma das possibilidades cogitadas é uma chapa ao Senado com Simone Tebet, que já recebeu convite do PSB e também precisaria transferir seu domicílio eleitoral.
Além de reforçar o peso eleitoral com novas filiações, o PSB também tem como prioridade manter Geraldo Alckmin como vice-presidente na chapa de Lula.
O PT avaliava o nome de Alckmin para a disputa em São Paulo, ou para o governo estadual ou ao Senado. O atual vice de Lula já governou o estado quatro vezes. Como a CNN mostrou, no entanto, Alckmin só admite ser candidato se for para repetir a chapa de 2022 à Presidência.
Fonte: CNN