Data Mercantil

Gestão Nunes cerca canteiro com minicracolândia no centro de SP e diz que espaço vai virar bosque

Um canteiro com área verde usada por dependentes químicos para consumo de crack na Bela Vista, no centro de São Paulo, vem sendo cercado por funcionários de uma empresa contratada pela gestão Ricardo Nunes (MDB).
O espaço fica ao lado da ligação Leste-Oeste, entre as ruas João Passalaqua e Professor Laerte Ramos de Carvalho e também já recebeu moradores em situação de rua. A prefeitura diz que o local será transformado em um novo bosque, que chamará Pintassilgo.
Muros estão sendo erguidos e grades de ferro foram instaladas no local. A gestão municipal afirma que as obras devem durar quatro meses, com entrega prevista para abril, e custar R$ 2,2 milhões, valor que inclui instalação de gradil, mureta, serviços de pintura e construção de calçada no entorno.
Uma placa no local informa que as obras civis para construção do cercamento estão orçadas em R$ 605,5 mil.
De acordo com a prefeitura, a criação do bosque visa preservar uma área que possui árvores nativas do cerrado e da mata atlântica.
A presença de usuários de crack no canteiro ficou mais frequente após a dispersão dos grupos de dependentes químicos que ficavam sob o elevado Presidente João Goulart e no túnel sob a praça Roosevelt, que ficam a poucos metros da área do novo bosque.
Com esse aumento de pessoas no espaço, passou a ser mais constante também abordagens e revistas por parte de policiais militares e guardas-civis metropolitanos na em busca de drogas.
A gestão Nunes disse que equipes do Serviço Especializado de Abordagem Social realizam vistorias e atendimentos frequentes às pessoas que vivem no espaço atualmente. “As abordagens são realizadas diariamente; entretanto, em grande parte dos casos, as pessoas optam por não aceitar o atendimento oferecido”, informou a prefeitura.
A história do bosque Pintassilgo é semelhante a de outra área verde próxima, na rua Asdrúbal do Nascimento, no entorno da avenida 23 de Maio. Usada para consumo de crack, o terreno foi cercado e transformado em bosque ao final de 2024. As grades e muros colocados na área forçaram os usuários que estavam ali a procurar outro ponto.
Os dois locais já foram tema de reportagens da Folha de S. Paulo sobre endereços ocupados para consumo de drogas após dispersões da cracolândia original, no bairro dos Campos Elíseos.

Fonte: FolhaPress

Sair da versão mobile