
Trump e Putin devem conversar sobre caso suspeito de peste na Rússia. EUA monitoram e cobram transparência de Moscou após morte em laboratório.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (6) que tem uma conversa agendada “muito em breve” com o presidente russo, Vladimir Putin, para tratar de um caso suspeito de peste registrado na Rússia. A declaração ocorre em meio ao aumento do monitoramento internacional após um incidente em um instituto de pesquisa na região siberiana de Irkutsk.
Segundo relatos locais, um funcionário de laboratório de 28 anos faleceu na última semana com um quadro grave de pneumonia. Suspeita-se que o pesquisador possa ter sido exposto à bactéria causadora da doença após o rompimento acidental de um tubo de ensaio. Como medida preventiva, cerca de 200 pessoas que mantiveram contato com o profissional foram colocadas sob observação médica.
Em fala a jornalistas, Trump indicou que a administração americana está em conversas aprofundadas sobre o tema e deve apresentar atualizações no dia seguinte. Paralelamente, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, cobrou transparência do governo russo quanto ao compartilhamento de dados técnicos.
“Encorajamos a Rússia a ser transparente e compartilhar mais informações com o mundo, para que todos possamos reagir de forma adequada. Estamos observando isso muito de perto.”
— Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.
Monitoramento e Recomendações
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) informaram que acompanham o episódio, ressaltando que o diagnóstico ainda não possui confirmação oficial. A agência destacou que a peste é uma enfermidade tratável com antibióticos e pontuou que, até o momento, não há indício de risco direto ou ameaça ampla ao território norte-americano.
Em decorrência do caso e de restrições de deslocamento impostas a diplomatas por razões sanitárias e de segurança, a Embaixada dos EUA na Rússia reforçou o alerta para que cidadãos americanos evitem viagens ao país e orientou os que já estão em solo russo a deixarem o local.
Fonte: IstoéDinheiro