Data Mercantil

Renda fixa em alta: 1,5% ao mês — saiba quais investimentos renderam acima do CDI

Renda fixa registra 1,5% de rentabilidade líquida em julho de 2026, impulsionada por crédito privado e marcação a mercado, superando alternativas tradicionais.

Abertura de spreads de crédito privado e ganho de capital via marcação a mercado impulsionaram papéis isentos e títulos públicos no mês recém-encerrado.

Principais Pontos

  • Superação do CDI: Papéis de renda fixa com isenção fiscal e ativos de crédito privado de alta qualidade alcançaram retorno líquido em torno de 1,5% acumulado em julho de 2026.
  • Efeito marcação a mercado: O alívio pontual nas curvas de juros de longo prazo gerou valorização expressiva no preço dos títulos do Tesouro IPCA+ e prefixados negociados no mercado secundário.
  • Força do crédito privado: Debêntures incentivadas, CRIs e CRAs mantiveram prêmios atrativos de spread sobre a taxa básica Selic, garantindo retorno equivalente a mais de 140% do CDI.
  • Atenção ao risco: Analistas alertam que ganhos acima de 1,5% ao mês na renda fixa exigem cautela com a capacidade de pagamento do emissor e a volatilidade dos prazos mais longos.

O mês de julho de 2026 reafirmou a atratividade da renda fixa no Brasil para investidores dispostos a ir além do tradicional CDB de liquidez diária. Em um ambiente macroeconômico em que a taxa Selic se mantém em patamar elevado, determinados segmentos do mercado de renda fixa entregaram rentabilidade líquida de 1,5% no período mensal — o equivalente a um rendimento anualizado superior a 19,5%.

Esse desempenho extraordinário para a categoria foi puxado por duas dinâmicas distintas no mercado financeiro:

A primeira fonte de retorno expressivo esteve no crédito privado isento de Imposto de Renda. Títulos como debêntures incentivadas de infraestrutura (emitidas sob a Lei 12.431), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Agronegócios (CRAs) negociados com cupons atrelados ao IPCA acrescidos de prêmios de 8% a 9% ao ano — ou indexados ao CDI mais spreads acima de 2,5% — garantiram retorno líquido direto na casa de 1,5% aos cotistas e pessoas físicas, sem o abatimento da alíquota regressiva do IR.

A segunda engrenagem foi o mecanismo de marcação a mercado nos títulos públicos do Tesouro Direto. A oscilação nas curvas de juros futuras ao longo de julho provocou uma queda nas taxas cobradas pelos títulos prefixados e indexados à inflação de prazos intermediários e longos (como o Tesouro IPCA+ 2035 e 2045). Como o preço do título sobe quando a taxa oferecida cai, os investidores que já detinham esses papéis na carteira viram o valor de face das suas posições saltar rapidamente, registrando valorizações de capital pontuais bem acima do rendimento contratado de face.

Comparativo: renda fixa de alta performance contra investimentos tradicionais

Para dimensionar o ganho de 1,5% no mês de julho de 2026, vale destacar o comportamento das alternativas mais conservadoras do mercado no mesmo intervalo:

Apesar da atratividade dos números, consultores financeiros ressaltam que o retorno de 1,5% ao mês na renda fixa não deve ser interpretado como uma garantia de renda perpétua de curto prazo, pois reflete condições específicas de mercado e oscilações de preço no secundário.

Guia do Investidor: Como capturar rentabilidades acima da média na Renda Fixa

Se você deseja estruturar sua carteira em 2026 para buscar rentabilidades diferenciadas na renda fixa, observe as seguintes recomendações de alocação e gestão de risco:

Fonte: IstoéDinheiro

Sair da versão mobile