
Jaguar Land Rover demite 10% de seus funcionários globalmente, cerca de 4 mil pessoas. O plano visa economizar £1,7 bilhão, mantendo investimentos em eletrificação.
A Jaguar Land Rover, montadora controlada pela Tata Motors, anuncia nesta segunda-feira (7) que demite cerca de 10% de sua força de trabalho global nos próximos dois anos. A medida faz parte de um plano de reestruturação que inclui a redução da produção e visa gerar uma economia bilionária, mantendo investimentos em eletrificação e novos modelos.
O que aconteceu
- Demissões na Jaguar Land Rover atingem aproximadamente 4 mil funcionários, representando cerca de 10% do quadro global da empresa.
- A reestruturação busca uma economia de 1,7 bilhão de libras (equivalente a US$ 2,3 bilhões) e inclui a redução da produção de veículos.
- Apesar dos cortes, a montadora planeja manter investimentos pesados em eletrificação, tecnologias digitais e novos produtos nos próximos cinco anos.
A montadora emprega aproximadamente 40 mil pessoas no mundo, sendo cerca de 30 mil delas no Reino Unido, que é a principal base industrial da companhia. O plano prevê uma redução da produção para perto de 300 mil veículos anualmente.
Mesmo com o ajuste na força de trabalho e na produção, a empresa pretende manter uma agenda elevada de investimentos. A previsão é destinar entre 15 bilhões e 18 bilhões de libras, nos próximos cinco anos, a áreas estratégicas como eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e experiência do consumidor. A Jaguar Land Rover também informou que pretende apresentar cinco novos produtos nos próximos 12 meses.
Como o governo britânico reage aos cortes?
A decisão da Jaguar Land Rover ganhou peso político significativo no Reino Unido, pois a empresa é uma das principais fabricantes instaladas no país, com uma presença relevante na região central da Inglaterra.
Jonathan Reynolds, ministro de Negócios do Reino Unido, afirmou no domingo (6) que pretende discutir o plano de reestruturação diretamente com o CEO do grupo, PB Balaji, em uma reunião agendada para esta semana. Nesta segunda-feira (7), o ministro das Finanças, John Healey, também foi questionado sobre o anúncio durante um compromisso em Coventry. Ele relacionou o caso ao desafio de ampliar o crescimento econômico para diferentes regiões do país, sem concentrá-lo em poucos grandes polos.
Fonte: IstoéDinheiro