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Escoceses dominam Little Havana às vésperas de jogo contra o Brasil em Miami

Eles são de Inverness, a fria, chuvosa e montanhosa capital das Terras Altas na Escócia, mas nesta semana dominam a quente e úmida Little Havana, tradicional reduto cubano em Miami, na Flórida.
Milhares de escoceses como a família de Alison, 58, David, 60, e Michael, 35, desembarcaram em Miami desde o final da semana passada para acompanhar o jogo da sua seleção contra o Brasil nesta quarta-feira (24), na terceira e última rodada do Grupo C. O Exército Tartan, torcida organizada nacional, calcula que sejam 20 mil.
A matriarca Alison diz que se trata de um povo organizado, o que se refletiu na megaviagem pelos Estados Unidos antes a família e outros milhares de escoceses estavam em Boston, onde na sexta-feira (19) a seleção europeia perdeu de 1 a 0 para Marrocos.
É compreensível a animação da torcida: a Escócia está de volta à Copa do Mundo após uma ausência de 28 anos.
O resultado foi uma maré escocesa nas ruas tradicionalmente dominadas pelos cubanos.
Com kilts, as saias escocesas, camisas da seleção e gaitas de foles, eles se concentraram nesta segunda-feira (22) no meio da tarde em Little Havana para dar a volta no estádio local, o Hard Rock.
A região que leva o nome da capital de Cuba é lar de uma população de cerca de 80 mil pessoas, a acachapante maioria de origem latina, em especial cubana e nicaraguense.
O dono de um comércio de bebidas local disse que desde o final de semana só tinha vendido para escoceses.
Em uma loja de conveniência ao lado, Jose, um cubano de 84 anos que há oito vive em Miami e mora ali ao lado, pergunta ao vendedor por que há tanta gente. “Eu só vim comprar minhas cervejinha depois do médico, e acabaram com tudo”, lamentou.
“No Scotland, no party” (sem Escócia, sem festa), diziam as camisetas de alguns dos presentes. À reportagem nenhum deles disse estar tranquilo para o jogo, e todos sugeriram que a disputa contra a seleção brasileira não será fácil.
Muitos brasileiros também moram em Miami. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, calcula que na Flórida como um todo haja 400 mil, segundo dados de 2024.
Na estreia na Copa, contra os marroquinos, o Brasil era maioria expressiva nas arquibancadas. O mesmo aconteceu na Filadélfia, contra o Haiti. A ver agora contra a Escócia.

Fonte: FolhaPress

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