
Os economistas elevaram a previsão da inflação neste ano e para os dois próximos com o impacto da guerra no Irã afetando os preços dos combustíveis e dos alimentos em todo o mundo.
Além disso, a economia pode ser atingida pela decisão dos EUA de classificar os grupos criminosos PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como formações terroristas, o que pode acarretar na diminuição de investimentos no país e, segundo o governo, afetar até o uso do Pix pelo brasileiro.
Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a decisão tem potencial para banir pessoas e empresas do sistema financeiro internacional porque, a partir de agora, os EUA podem, por seus próprios meios, investigar, processar, julgar e condenar pessoas que acuse ter alguma relação com alguma das facções brasileiras.
Mais do que isso, pode também impor unilateralmente sanções contra essas pessoas físicas ou jurídicas.
Preocupados com o quadro atual, os analistas ouvidos pelo Banco Central subiram a previsão do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de 5,04% para 5,09%.
É o maior número previsto neste ano e supera o limite da meta de 3%, que tem variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Além disso, os economistas elevaram a perspectiva para 2027 (de 4,01% para 4,02%) e 2028 (de 3,65% para 3,66%).
Apesar de ver o aumento da inflação, os especialistas mantiveram a previsão da Selic em 13,25% neste ano e de um corte de 0,25 ponto percentual na reunião entre 16 e 17 de junho. A perspectiva para a taxa de juros nos três anos seguintes seguiu em 11,25% (2027) e 10% (2028 e 2029).
O boletim Focus também mostrou que a expectativa para o dólar caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16, enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) subiu de 3,89% para 3,9%.
Fonte: FolhaPress