
Mercado avalia redução numérica da vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula nos levantamentos divulgados nesta segunda-feira.
O dólar à vista recuava 0,27%, a R$ 5,059 na venda, às 12h05 desta segunda-feira (19). Investidores avaliavam novas pesquisas eleitorais e as projeções do Boletim Focus, um dia após o debate presidencial promovido pela TV Band.
O dólar futuro para novembro, contrato mais negociado na B3, era cotado a R$ 5,061, também em baixa.
Pesquisas mostram disputa mais próxima entre Flávio e Lula
Os levantamentos BTG/Nexus e AtlasIntel divulgados pela manhã registraram redução numérica das intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL) e avanço das de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador permaneceu numericamente à frente nas duas pesquisas.
Na BTG/Nexus, os candidatos aparecem em empate técnico. Na AtlasIntel, os intervalos delimitados pela margem de erro informada não se sobrepõem.
As pesquisas foram divulgadas a seis dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro. O dólar operava em queda durante a repercussão dos resultados, sem que os dados apresentados permitam atribuir o movimento exclusivamente aos levantamentos.
Debate presidencial foi marcado por acusações
No confronto de domingo (18), Flávio questionou Lula sobre o alegado envolvimento de seu filho Fábio Luiz Lula da Silva no caso do INSS.
O presidente cobrou explicações do senador sobre suas relações com Daniel Vorcaro, do Banco Master. O primeiro debate direto desta campanha foi marcado por ataques pessoais e acusações entre os candidatos.
Focus reduz expectativas para PIB e dólar
O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou redução da projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2026 e da estimativa para o dólar no encerramento do ano.
As expectativas para a inflação medida pelo IPCA e para a taxa Selic permaneceram estáveis. O levantamento reúne projeções dos economistas consultados pelo Banco Central.
Às 12h05, a moeda americana permanecia abaixo do fechamento anterior, com eleições e expectativas econômicas entre os principais temas da agenda doméstica.
Fonte: IstoéDinheiro