Data Mercantil

Como a Pague Menos alcançou a maior margem EBITDA de sua história

A Pague Menos atinge rentabilidade recorde de 6,5% de margem EBITDA ajustada no 2T26, com forte controle de custos e crescimento digital, impulsionando desalavancagem.

A Pague Menos (PGMN3), segunda maior rede de farmácias do Brasil, registrou rentabilidade operacional recorde de 6,5% no segundo trimestre de 2026, mesmo diante de um cenário de vendas mais moderadas. O resultado é atribuído à centralização de compras e ao rigoroso controle de despesas, culminando na maior margem EBITDA ajustada de sua história.

O que aconteceu

A varejista farmacêutica Farmácias Pague Menos (PGMN3) registrou o maior nível de rentabilidade operacional de sua trajetória no segundo trimestre de 2026. A combinação entre rigorosa disciplina no controle de custos operacionais, otimização da cadeia de suprimentos e avanço contínuo nos canais digitais foi determinante para a companhia atingir uma margem EBITDA ajustada de 6,5%.

Este avanço representa um ganho de 0,4 ponto percentual em comparação com o segundo trimestre do ano anterior, que registrou 6,1%. Tal desempenho é um reflexo direto da estratégia da gestão em focar na eficiência interna e na desalavancagem financeira, optando por um crescimento de receita mais conservador.

Qual a estratégia para a eficiência?

O balanço da Pague Menos revela que a receita bruta atingiu R$ 4,34 bilhões entre abril e junho de 2026, marcando uma expansão de 9,3% na comparação anual. As vendas em mesmas lojas (Same-Store Sales – SSS) avançaram 8,0%. A empresa atribui a desaceleração relativa de trimestres anteriores a uma base de comparação mais elevada e à diminuição do impacto das vendas de medicamentos GLP-1, como os análogos de Ozempic e Mounjaro, cuja contribuição para o crescimento recuou para 3,2 pontos percentuais, ante 6,4 p.p. no primeiro trimestre do ano.

Com um crescimento de receita em ritmo moderado, o resultado positivo foi impulsionado principalmente pelo controle rigoroso das despesas operacionais. As despesas gerais e administrativas (SG&A) foram reduzidas para 24,1% da receita bruta, uma queda em relação aos 24,5% registrados no trimestre anterior.

Para consolidar essa estrutura de custos otimizada, a Pague Menos implementou um processo intensivo de renegociação de compras consideradas não-produtivas, que incluem infraestrutura, tecnologia, suprimentos e logística. Somente no primeiro semestre de 2026, 35 concorrências centrais de contratos corporativos foram finalizadas. Essa iniciativa resultou em um salto na taxa de centralização de compras, de 20% no início de 2024 para 85% em meados de 2026, com o objetivo de alcançar 95% até o final do ano fiscal.

Impulso dos canais digitais e desalavancagem

Os principais destaques financeiros do período incluem:

O ecossistema digital se firmou como outro pilar crucial para os resultados. Pela primeira vez, o faturamento dos canais digitais da Pague Menos superou a marca de R$ 1 bilhão em um único trimestre, com uma notável expansão de 40,6% em relação ao 2T25. Atualmente, o canal online é responsável por 24,1% do faturamento total do grupo.

Financeiramente, a geração de caixa operacional demonstrou robustez, alcançando R$ 188,8 milhões no trimestre, um impressionante aumento de 207,5%. Este desempenho foi fundamental para a desalavancagem da companhia, com a relação Dívida Líquida/EBITDA encerrando o período em 1,8 vez, consolidando o 12º trimestre consecutivo de queda nesse indicador. Com uma estrutura de capital mais sólida e uma rede composta por 1.695 unidades operacionais, a Pague Menos planeja retomar a abertura orgânica de novas lojas no segundo semestre de forma gradual.

Fonte: IstoéDinheiro

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