
A BlackRock registrou lucro de US$ 1,66 bilhão no terceiro trimestre, ante US$ 1,32 bilhão no mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (14), foi sustentado pelo aumento das comissões cobradas sobre a gestão dos recursos dos clientes.
A maior gestora de ativos do mundo ampliou o patrimônio sob administração para US$ 15,49 trilhões, frente a US$ 13,46 trilhões um ano antes. Essa base determina grande parte das receitas de gestão e influencia o desempenho financeiro da companhia.
ETFs iShares e valorização dos mercados sustentam resultado
Os ETFs iShares receberam US$ 134,5 bilhões em novos recursos no trimestre. A captação, combinada à valorização dos investimentos em um mercado acionário forte, impulsionou os ativos sob gestão.
“Os fundamentos do mercado estão sólidos e bem sustentados, com margens mais altas e um impulso nos lucros impulsionado pelas novas tecnologias”, afirmou o presidente-executivo Larry Fink em comunicado.
O S&P 500 ampliou os ganhos no trimestre e passou a negociar próximo das máximas históricas, apoiado pela valorização de ações ligadas à inteligência artificial. O desempenho dos mercados favoreceu a BlackRock, elevando o valor dos investimentos administrados.
As ações da gestora avançavam nas negociações anteriores à abertura do mercado após a divulgação do balanço.
Alta dos rendimentos dos títulos mantém risco para os mercados
A continuidade da valorização dos ativos enfrenta incertezas diante do aumento dos rendimentos dos títulos e das expectativas sobre a política monetária americana.
Retornos elevados na renda fixa por um período prolongado podem estimular a migração de recursos para aplicações consideradas mais seguras. Esse movimento tende a pressionar os mercados acionários e a alterar a distribuição dos investimentos.
Os produtos de dívida da BlackRock registraram entrada líquida de recursos no trimestre, mesmo com a recente onda de vendas de títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
Fonte: Reuters