Data Mercantil

Barclays vai cortar 5 mil empregos com uso de IA para reduzir custos

Demissões se concentram em funções de apoio; banco britânico registra lucro abaixo das expectativas no terceiro trimestre.

O Barclays anunciou que cortará cerca de 5 mil empregos em 2026, como parte de sua estratégia de redução de custos e aumento da rentabilidade. O banco britânico amplia o uso de tecnologias como a inteligência artificial (IA) para diminuir despesas estruturais, incluindo gastos com pessoal.

O anúncio acompanhou a divulgação do balanço do terceiro trimestre, que apresentou crescimento do lucro na comparação anual, mas ficou abaixo das expectativas dos analistas.

Cortes no Barclays atingem principalmente funções de apoio

Cerca de 60% das demissões afetarão profissionais de áreas de apoio, incluindo desenvolvedores, afirmou a diretora financeira Anna Cross a jornalistas.

A executiva informou que parte dos cargos já foi eliminada. Os cortes restantes estão previstos para ocorrer até o fim do ano.

A redução do quadro integra um plano de longo prazo para diminuir despesas fixas com maior uso de tecnologia. No terceiro trimestre, o Barclays registrou novos gastos com medidas de redução de custos estruturais.

Lucro cresce, mas fica abaixo das previsões

O lucro do Barclays no terceiro trimestre foi de 2,3 bilhões de libras, acima do registrado no mesmo período do ano anterior. O resultado, contudo, não alcançou as projeções do mercado, diante do desempenho inferior ao esperado na negociação de renda fixa.

Em nota, a Shore Capital atribuiu a frustração com o balanço ao desempenho do banco de investimentos. A receita da divisão ficou abaixo das estimativas dos analistas.

As provisões para perdas de crédito recuaram na comparação anual, enquanto a atividade de negociação limitou o resultado do trimestre.

Ações do Barclays recuam após o balanço

As ações do Barclays caíam no início do pregão, apresentando desempenho inferior ao de outras instituições financeiras.

Os papéis acumulam perdas no ano, em linha com os bancos europeus. O setor passou por uma correção após anos de valorização, período em que os juros mais elevados favoreceram os lucros.

Bancos de Wall Street enfrentam desaceleração semelhante

Os resultados dos concorrentes americanos, divulgados no início do mês, mostraram a oscilação das receitas dos bancos de investimento.

A desaceleração das negociações e o desempenho abaixo do esperado das mesas de renda fixa afetaram os balanços. A negociação de ações foi a atividade que manteve o ritmo forte observado no primeiro semestre.

No Barclays, a conclusão dos cortes de pessoal permanece prevista para o encerramento de 2026.

Fonte: IstoéDinheiro

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