
Capital mexicana recebe nesta quinta (11) o duelo inaugural do Mundial entre México e África do Sul
Palco do jogo de abertura da Copa do Mundo de 2026 entre México e África do Sul, que acontece no Estádio Azteca nesta quinta-feira (11), a Cidade do México está em festa por receber seu terceiro Mundial, mas também convive com o caos.
Obras em algumas das principais vias da capital mexicana, assim como no próprio Estádio Azteca e ao longo de todo o metrô têm causado transtornos aos habitantes da metrópole.
A esse cenário de reformas estruturais por toda a cidade somam-se as manifestações recentes de professores, que ameaçam a ordem esperada pela Fifa e pelas autoridades políticas locais para a abertura da Copa.
Azteca: obras e desorganização
Nesta quinta, o Azteca se tornará o primeiro estádio da história das Copas do Mundo a receber três edições do Mundial.
Entretanto, o visitante que passa pelo local às vésperas do confronto pode pensar que o evento acontecerá apenas daqui a algumas semanas ou até meses.
Isso porque, além de obras próximas ao estádio, no próprio Azteca ainda há funcionários trabalhando para tentar finalizar as transformações necessárias, como por exemplo a colocação de cartazes e painéis com a identidade visual da Copa de 2026.
Tapumes também foram colocados em acessos à esplanada do Azteca, que normalmente fica aberta ao público em geral.
A reportagem da CNN Brasil esteve no estádio na última segunda-feira (8) para a retirada das credenciais de imprensa.
Após uma espera de aproximadamente 1h30 e sem que a fila — que contava com a presença de profissionais das mais diversas áreas — mostrasse progresso significativo, foi informado aos jornalistas, depois de alguma insistência dos mesmos sobre a demora no processo, que havia um outro ponto próximo ao local onde poderia ser feita a retirada da credencial.
No prédio do Centro de Voluntários da Fifa, a espera durou menos de 30 minutos.
Ao retornar da jornada de trabalho realizada no Estádio Azteca, a reportagem da CNN Brasil se deparou com as várias reformas que estão sendo realizadas em diferentes estações de metrô da Cidade do México.
Em algumas delas, profissionais trabalham na plataforma de acesso aos trens bem ao lado dos pedestres, que caminham em meio ao pó e ao ruído das máquinas.
Zócalo: Fan Fest fecha o centro histórico
Na região do Zócalo, marco histórico da capital mexicana, tapumes impedem a circulação das pessoas na Praça da Constituição, que reúne alguns dos principais pontos turísticos da cidade.
Ali funcionará a Fan Fest da Fifa, onde serão exibidas as partidas da Copa do Mundo em um grande telão posicionado no centro da praça. O espaço ainda contará com ativações de marcas, lojas e estandes de comida e bebida.
Nesta terça-feira (9), a reportagem da CNN Brasil passou pelo local e pôde observar funcionários em andaimes pintando o logo oficial da Copa de 2026 nas tendas montadas na praça.
De acordo com o site da Fifa, o acesso à Fan Fest é gratuito e aberto ao público, “desde que o local não tenha alcançado a capacidade máxima”.
Manifestações de professores
Além dos transtornos causados pelas muitas obras espalhadas pela Cidade do México, professores têm realizado seguidas manifestações no último mês.
Os docentes vinculados à CNTE (Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación) entregaram à presidente do país, Claudia Sheinbaum, uma pauta na qual reivindicam uma série de questões, entre elas um aumento salarial de 100%, o restabelecimento de um sistema solidário de pensões e a restituição dos cargos de professores desligados de suas funções.
Sheinbaum afirmou que o Estado não tem recursos suficientes para conceder aos professores as reivindicações exigidas.
A CNTE, juntamente com outros setores profissionais, planeja uma grande manifestação no Estádio Azteca na quinta-feira, dia do jogo de abertura da Copa do Mundo, aproveitando a exposição do evento para fortalecer o alcance de suas pautas. Por isso, nos últimos dias, o local tem estado cercado de policiais.
México e África do Sul se enfrentam nesta quinta, às 16h (de Brasília), no Azteca, em um microcosmo do que tem sido a cidade às vésperas do Mundial: um conflito entre a festa, o caos e as tensões populares.
Fonte: CNN