
A leitura de fevereiro marcou o quinto resultado positivo seguido, mas mostrou desaceleração em relação à alta de 0,86% em janeiro
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados pelo BC nesta quinta-feira, 16.
O resultado veio acima do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters de ganho de 0,47%. A leitura de fevereiro marcou o quinto resultado positivo seguido, mas mostrou desaceleração em relação à alta de 0,86% em janeiro, em dado revisado pelo BC de avanço de 0,8% informado antes.
O resultado do IBC-Br refere-se ainda ao período anterior ao início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior o IBC-Br teve queda de 0,3%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,9%, de acordo com números não dessazonalizados.
O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor da conta, aumentou 0,61% em fevereiro, após uma alta de 0,96% no mês anterior (revisado, de 0,86%). O indicador próprio da agropecuária subiu 0,23%, após queda de 1,32% em janeiro (revisado, de -1,49%).
O índice de serviços cresceu 0,29%, após subir 0,87% no mês anterior (revisado de 0,81%); o da indústria aumentou 1,18%, após aumentar de 0,40% em janeiro (revisado, de 0,37%); e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – cresceu 0,75%, após alta de 0,78% em janeiro (revisado de 0,47%).
Expectativas
Analistas acreditam que a economia brasileira deve continuar mantendo alguma força em 2026, em meio a um mercado de trabalho ainda forte e medidas de estímulo, como a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, que favorecem o consumo.
No entanto, o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã já pressionou os preços de transportes e alimentos em março, com o IPCA avançando 0,88% no mês, taxa mais alta em cerca de um ano.
No mês passado, o Banco Central reduziu a taxa básica Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,75%, mas alertou para cautela em relação aos passos à frente devido à guerra no Oriente Médio.
O mercado projeta atualmente para o PIB (Produto Interno Bruto) uma alta de 1,85% em 2026 e de 1,80% em 2027. Ainda assim, o desempenho previsto segue abaixo do avanço de 2,3% do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do IBGE.
Fonte: Estadão Conteúdo