Data Mercantil

Controladora da Decolar aposta no iFood para impulsionar vendas de viagens no Brasil

A Despegar, agência de viagens online focada na América Latina e controladora da Decolar no Brasil, planeja triplicar de tamanho nos próximos três anos, impulsionada pelas operações do grupo no Brasil, e pretende investir US$ 100 milhões por ano durante esse período, disse seu presidente-executivo recém-nomeado à Reuters.

A empresa, adquirida há um ano pela investidora holandesa em tecnologia Prosus, investirá em tecnologia “para um futuro fortemente baseado em inteligência artificial”, afirmou o chefe-executivo, Gonzalo Estebarena. A Prosus é a holding que também controla o iFood no Brasil.

Fundada na Argentina em 1999, a Despegar é uma das maiores plataformas de viagens online da América Latina. Ela deixou de ser negociada na Bolsa de Valores de Nova York após ser adquirida pela Prosus por cerca de US$1,7 bilhão.

“Temos como Meta principal triplicar o tamanho da empresa em três ou quatro anos, em termos de volume de transações e operações”, disse Estebarena em entrevista nos escritórios da Despegar em Buenos Aires.

“A taxa de crescimento que propomos para o futuro é muito mais agressiva do que o crescimento observado nos últimos sete ou oito anos”, acrescentou.

A empresa espera mais que triplicar suas reservas brutas, para US$18 bilhões, até o final da década, partindo dos números atuais.

Impulso da integração com iFood

Estebarena, que atuava como diretor de tecnologia da Despegar antes de assumir seu novo cargo neste mês, afirmou que o crescimento será impulsionado pela integração com outras plataformas no Brasil, onde a Prosus possui diversas empresas de tecnologia, incluindo o iFood, o maior aplicativo de entrega de comida do país.

Desde o início da integração em 2025, 14% da receita da Decolar — marca da Despegar no Brasil — veio de clientes do iFood que acumularam pontos por meio de um programa de fidelidade.

“Isso nos dá muita confiança, porque o iFood tem 25 vezes mais clientes que a Decolar. É definitivamente uma via de crescimento. A oportunidade é enorme”, disse o CEO.

Houve uma certa desaceleração nas vendas de passagens e pacotes de viagem, já que a guerra no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e gerou incerteza entre os clientes, afirmou ele.

“O principal impacto é a incerteza que cria entre as pessoas e, potencialmente — embora ainda não na mesma medida que poderá atingir no futuro —, estamos começando a ver um impacto nos preços devido ao aumento dos custos dos combustíveis”, disse Estebarena.

Fonte: IstoéDinheiro

Sair da versão mobile