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Quem é Ali Larijani, autoridade do Irã que Israel diz ter matado?

Figura ligada ao falecido aiatolá Ali Khamenei ganhou protagonismo recente; governo iraniano ainda não confirmou a informação
Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã que, segundo o ministro da Defesa de Israel, foi “eliminado” na noite de segunda-feira (16), vinha se consolidando como uma das figuras mais importantes do país nos últimos meses.

Ele ganhou relevância primeiro como um dos principais nomes na repressão a protestos populares em janeiro e, depois, durante o período de transição após a morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.

Aos 67 anos, Larijani mantinha uma longa ligação com a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) e se tornou um símbolo visível do regime, participando, inclusive, de um ato público em Teerã na semana passada, apesar de ser um dos principais alvos de Israel.

Ao longo da carreira, transitou com habilidade pela política da República Islâmica, ocupando diferentes cargos. Foi comandante da Guarda Revolucionária durante a guerra contra o Iraque, na década de 1980, antes de migrar para funções políticas.

Também comandou a emissora estatal do país, atuou como principal negociador nuclear do Irã e presidiu o Parlamento por 12 anos, até 2020. Após ser nomeado conselheiro em 2004, passou a ter influência crescente sobre o líder supremo em temas de segurança.

Depois do conflito com Israel no ano passado, voltou ao centro do poder como chefe do Conselho de Segurança Nacional, sendo considerado por muitos analistas como um dos principais tomadores de decisão do país.

Larijani vem de uma influente família clerical da República Islâmica. Um de seus irmãos, Sadegh Larijani, é aiatolá e ex-chefe do Judiciário iraniano.

Ele também construiu carreira acadêmica. Formado inicialmente em matemática e ciência da computação pela Universidade Sharif de Tecnologia, possui doutorado em filosofia pela Universidade de Teerã e escreveu extensivamente sobre a obra do filósofo alemão Immanuel Kant.

Analistas afirmam que, embora seja visto como um pragmático, e não como um ideólogo linha-dura, Larijani é comprometido com a sobrevivência da República Islâmica como sistema de governo.

Desde o início do conflito, ele tem feito críticas frequentes ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e, segundo analistas, teve papel importante na formulação da estratégia de guerra do Irã.

“Diferentemente dos Estados Unidos, o Irã se preparou para uma guerra longa”, escreveu em uma publicação na rede X logo após o início do conflito.

Fonte: CNN

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