
O preço do petróleo começou a semana em alta, chegou a bater em US$ 106, mas passou a cair nesta segunda-feira (16) na comparação com o fechamento de sexta-feira (13).
O barril Brent abriu as negociações em forte alta e alcançou US$ 106,50 (R$ 560,38) às 19h30 de domingo (horário de Brasília), quando era manhã na Ásia. Após a disparada na abertura, o preço passou a cair e estava em queda de 0,80%, a US$ 102,31 (R$ 538,33), às 10h desta segunda. Na sexta, o contrato de maio custava US$ 103,14.
A queda era maior no barril WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, que caía 2,72%, a US$ 94,21 (R$ 495,71). Já as Bolsas da Europa operavam em alta, enquanto parte da Ásia subiu e outras caíram nesta segunda.
A situação no estreito de Hormuz permaneceu como foco principal dos investidores, e as exigências do presidente dos EUA, Donald Trump, por uma coalizão para ajudar a reabrir a via marítima foram descartadas por aliados históricos como Japão e Austrália, que disseram não planejar enviar embarcações para escoltar navios através do estreito.
Complicando ainda mais a situação, Trump disse ao Financial Times no domingo que esperava que a China ajudasse a desbloquear o estreito antes de sua reunião programada com o presidente Xi Jinping em Pequim no final deste mês. Ele ameaçou adiar sua viagem caso os chineses não fornecessem assistência.
Em resposta ao pedido de Trump, o regime do Irã alertou outros países que, caso intervenham, haverá “uma escalada” na guerra no Oriente Médio.
A alta do petróleo desde o começo da guerra no Oriente Médio também está no centro das discussões dos principais bancos centrais. Nesta semana, o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA), o BCE (Banco Central Europeu) e os bancos centrais do Brasil, da Austrália, do Japão, da Suíça e da Suécia se reúnem para definir as novas taxas de juros.
A expectativa é que a taxa seja cortada em 0,25 ponto percentual no Brasil, e que europeus e norte-americanos mantenham o patamar atual.
A grande questão para as autoridades é “quanto tempo dura o conflito, (e) se o choque nos preços da energia -compensado pelo apoio fiscal- causa efeitos inflacionários de segunda ordem e, portanto, requer política monetária restritiva”, afirmou Kenneth Broux, chefe de pesquisa corporativa de câmbio e taxas do Societe Generale.
Ativos de risco como ações caíram acentuadamente desde o início da guerra, mas estavam um pouco mais estáveis na segunda-feira, enquanto os investidores tentavam processar o que pode acontecer em seguida.
O índice Euro STOXX 600, referência na União Europeia, registrava alta de 0,44%, às 10h. Outras Bolsas no continente que estavam em valorização eram Frankfurt (0,67%), Londres (0,62%), Paris (0,25%) e Madri (0,29%), mas Milão estava em queda de 0,01%.
Na Ásia, o índice CSI300, que reúne as principais companhias em Xangai e Shenzhen, fechou em alta de 0,05%, assim como as Bolsas de Seul (1,14%), Singapura (0,55%) e Hong Kong (1,45%). Mas outros mercados caíram como Tóquio (-0,1%), Xangai (-0,26%) e Taiwan (-0,17%).
Já o ouro estava em desvalorização de 0,79%, cotado a US$ 5.021,80 (R$ 26,42 mil), e o bitcoin saltava 3,91%, vendido a US$ 74,09 mil (R$ 389,85 mil).
Fonte: FolhaPress