Data Mercantil

Ibovespa bate recordes sucessivos, mas ainda está 22% abaixo do pico em dólar

O Ibovespa está próximo de um recorde real, mas ainda longe de um recorde global

Ibovespa vive um momento emblemático no começo de 2026: já são 11 recordes nominais no ano até a sessão da última quarta-feira, 11. O índice renova máximas em pontos correntes, alimenta o noticiário positivo e reforça a percepção de força do mercado doméstico.

Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, quando ajustado pela inflação, o Ibovespa está a apenas 3,24% de superar seu verdadeiro máximo histórico, registrado em maio de 2008. Porém, quando convertido para dólar, o índice ainda está 21,92% abaixo do pico atingido naquele mesmo período. Isso mostra que o índice está próximo de um recorde real, mas ainda longe de um recorde global.

Ibovespa ajustado pelo IPCA

• Máximo histórico real (20/05/2008): 195.844 pontos
• Fechamento em 11/02/2026: 189.699 pontos
• Distância para o topo: +3,24%

“O dado elimina o efeito inflacionário acumulado ao longo de quase duas décadas. Em termos de poder de compra, o mercado brasileiro praticamente voltou ao auge pré-crise financeira global. Ultrapassar esse nível significaria algo simbólico e estrutural: geração líquida de valor real no longo prazo”, explica Einar Riveiro, sócio-fundador da Elos Ayta.  

Ibovespa em dólar

• Máximo histórico em dólar (19/05/2008): 44.616 pontos
• Fechamento em 11/02/2026: 36.596 pontos
• Distância para o topo: +21,92%

Nominal não é igual a estrutural

Os 11 recordes nominais de 2026 são um sinal claro de fluxo e apetite por risco. Indicam que o mercado doméstico está forte, sustentado por resultados corporativos, política monetária e melhora de expectativas.

Riveiro explica, porém, que máximas nominais são um retrato de momento.

“O rompimento do topo ajustado pelo IPCA é outra categoria de evento. Ele indica recuperação real do valor investido. O rompimento do topo em dólar vai além: reposiciona o Brasil no mapa global de alocação. Para o investidor estrangeiro, é esse patamar que define se o mercado brasileiro voltou, de fato, ao seu auge histórico”, apontou.

Fonte: IstoéDinheiro

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